Sermões

Sexta-feira da Paixão

14Visto, portanto, que temos um grande Sumo Sacerdote que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos firmemente àquilo em que cremos. 15Nosso Sumo Sacerdote entende nossas fraquezas, pois enfrentou as mesmas tentações que nós, mas nunca pecou. 16Assim, aproximemo-nos com toda confiança do trono da graça, onde receberemos misericórdia e encontraremos graça para nos ajudar quando for preciso. (Hebreus 4:14-16) (NVT)

A carta aos Hebreus é um dos textos mais desafiadores para lermos no Novo Testamento. Afirmo isto sem medo de errar. As imagens narradas pelo autor nos fazem ir diretamente ao Antigo Testamento. E aí está a nossa dificuldade. Há ritos, práticas e elementos que não dominamos nem conhecemos muito bem. Por isso mesmo, ler a carta aos Hebreus torna-se tão difícil. Para se construir a imagem que o autor nos apresenta, é preciso primeiro conhecer esta tradição e estes elementos. Não obstante a dificuldade de se ler Hebreus, a carta é um convite ao reconhecimento de que Jesus é o Filho de Deus, o Messias prometido, que é superior a Moisés, a Arão e qualquer outro sacerdote que tenha existido ou que venha a existir. Ele é o salvador e nele perseveramos diante das adversidades. É o que devemos crer e ter em mente quando lemos a carta aos Hebreus.

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O que é o domingo de Páscoa para comunidade cristã

O Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor é a celebração máxima para a comunidade cristã. Se a cada domingo a comunidade cristã celebra a lembrança da Ressurreição e a antecipação da volta de Cristo, o Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor é quando revivemos cada momento da ressurreição e cada passo de Jesus após ela. É a alegria e o espanto do reencontro. É a certeza de que o pecado e a morte foram vencidos.

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Do que devemos nos lembrar na Páscoa

A Páscoa (Pesah) é a primeira das muitas festas registradas no Antigo Testamento. Celebrada no primeiro mês do ano, acontecia na primeira lua cheia depois do equinócio da primavera (momento em que o sol incide com maior intensidade. A Páscoa precede a Festa dos Pães asmos (Mazsoth), quando o povo não comia pão levedado. Também chamada de Festa do “pão da aflição” remetia, tal qual a Páscoa, à saída do Egito. Até o exílio, as festas eram separadas, a partir do exílio as festas são unificadas, permanecendo o Pesah como nome oficial. Pesah, aliás, que significa passagem, em referência ao “destruidor que passa além” no quando da última praga do Egito, que feriu os primogênitos.

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MC Diguinho: respeito e dignidade

Artigo escrito para a edição de 28 de janeiro de 2018 do Jornal Info o Povo do Estado do Rio de Janeiro.

O polêmico funk de MC Diguinho foi pauta esta semana nos mais diversos círculos. Sites de entretenimento, grupos religiosos, movimentos de defesa dos direitos da mulher, enfim, de toda parte houveram manifestações contrárias à letra e questionando os limites do artista e seu trabalho. O funk, em si, já é um estilo musical bastante controverso. Na mesma medida que diverte, traz consigo letras que objetificam a mulher, idealizam a vida criminosa e expõe comportamentos e mazelas de uma parcela considerável da população.

Há uma preocupação da classe artística, desde o ano passado, com o policiamento e cerceamento da produção de arte no país. Há limite para a arte? Como fica o “eu lírico” nestas obras? Difícil responder, até mesmo porque há quem não considere o funk como música e, portanto, não é arte. A discussão hoje, neste espaço, no entanto, não tomará este rumo. O que quero aqui é trazer o olhar de Jesus para a mulher e, especificamente, nesta questão da objetificação da mesma. O episódio é conhecido de muitos cristãos. Não cristãos com certeza já ouviram a frase “aquele que não tem pecados atire a primeira pedra”. Estou falando do encontro de Jesus e a mulher pega em adultério.

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O garoto da foto

Artigo escrito para a edição de 13 de janeiro de 2018 do Jornal Info o Povo do Estado do Rio de Janeiro.

Como uma foto de um menino sozinho despertou discussões sobre amizade, fé e esperança.

A foto de Lucas Landau rodou o Brasil. Foi assunto nas redes sociais, nas conversas entre amigos e até destaque nos jornais televisivos. A cena do menino, de pé na praia, recém-saído da água, com frio natural de quem, molhado, se expõe ao tempo sem sol, escuro, mas com o olhar fixo e fascinado com o explodir dos fogos à beira mar. Ao fundo, a multidão se abraçava, comemorava a chegada de 2018, ignorando que ali, poucos metros mar a dentro, uma criança se fascinava com a chegada de um novo ano. A iluminação, o foco, a composição da imagem, tudo mérito de Landau, que brilhantemente captou aquele momento e nos possibilitou, como ele mesmo afirmou, diversas interpretações daquele momento.

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