Artigos

Igrejas Reformadas e Históricas se posicionam contra reforma trabalhista

Já faz um mês que as Igrejas Evangélicas Históricas se posicionaram a respeito da Reforma Trabalhista. Dificilmente u publico aqui textos que não são de minha autoria. Aqui, eles acertaram em cheio nas pontuações. Espero que as denominações tomem ações práticas para combater esta reforma.

Pronunciamento dos Presidentes, Representantes das Igrejas Evangélicas Históricas e Aliança Evangélica Brasileira Sobre a Reforma Previdenciária – PEC 287/2016

“O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna” Provérbios 29:4

Os Presidentes e representantes das Igrejas evangélicas históricas do Brasil, em virtude das propostas de mudanças no regime previdenciário brasileiro contidas na Proposta de Emenda à Constituição – PEC 287/2016, no cumprimento de seu dever profético e no exercício da fé cristã, fazem o seguinte

PRONUNCIAMENTO:

1 – O atual sistema previdenciário brasileiro cumpre fundamental papel redistributivo e realocativo de renda, sendo instrumento eficaz de combate à desigualdade social e de segurança alimentar a uma parcela significativa de brasileiros;

2 – Não obstante sua importância no combate às desigualdades sociais, o atual sistema previdenciário apresenta assimetrias e desigualdades entre diversas categorias laborais, o que requer revisão e ajustes para seu aperfeiçoamento;

3 – A exigência de idade mínima de 65 anos para aposentadoria tanto de homens quanto de mulheres e de um tempo mínimo de contribuição de 25 anos que, na prática, requer 49 anos para aposentar-se com 100% dos proventos, é injusta e não condiz com a realidade brasileira, porque:

3.1. As mulheres, sabidamente, em nossa sociedade, exercem dupla jornada laboral, trabalham cerca de 7,5 horas a mais que os homens, de acordo com levantamento do IPEA, e não se podem ignorar as diferenças de gênero;

3.2. Os trabalhadores mais pobres e sem qualificação, em vista da economia informal (falta de registro em carteira), do subemprego e do desemprego, jamais alcançarão 49 anos de contribuição para fazer jus aos proventos de aposentadoria integrais;

3.3. Não leva em consideração nossos graves desequilíbrios regionais e as diferenças de expectativa de vida entre as populações das regiões mais pobres em contraponto com as mais ricas.

4 – É injusta a sistemática proposta de cálculos dos proventos e dos cálculos de pensão, havendo a possibilidade de esses valores serem inferiores ao salário mínimo;

5 – A elevação de idade para 70 anos para o Benefício de Prestação Continuada afetará as camadas mais pobres da sociedade, impedindo que os que mais precisam tenham acesso ao benefício;

6 – É preciso que haja uma investigação profunda da aplicação dos recursos arrecadados para sustentar a previdência e a seguridade social, que os números reais da previdência sejam tornados públicos e que o Governo construa mecanismos eficazes de cobrança dos altos valores devidos à Previdência Social e reduza as desonerações fiscais concedidas aos segmentos privados, em detrimento da saúde financeira do Estado.

Conclamamos os membros que se reúnem em nossas Igrejas a orar pelo bem de nossa nação e que Deus nos permita construir um país em que justiça social e cuidado com os mais necessitados sejam pauta permanente de nossas políticas públicas.

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Leituras

Igreja em lugares difíceis

Inicio com a seguinte consideração: o livro é mais que um roteiro de como atuar em lugares pobres. Dito isto, posso começar a falar sobre ele. O que Mez McConnel e Mike McKinley fazem é apresentar os pressupostos de todo trabalho envolvendo comunidades carentes. Quer em Glasgow, Nova York ou em São Luiz do Maranhão (um dos autores trabalhou lá).


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Por que o fim de semana deveria ter 3 dias

Texto de autoria de Carol Castro, publicado originalmente em Superinteressante


Um sonho: três dias de descanso por semana, sem nem pensar em trabalho. É muito mais justo. Teríamos 42% do nosso tempo semanal livre – e não apenas 28%, como acontece. A vida seria bem mais feliz e as pessoas muito menos chatas. E digo mais: a ciênciaconcorda. Confira abaixo três estudos que comprovam que o fim de semana deveria mesmo ter três dias.

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O Sinal da Cruz

Texto de autoria do site Teologia Luterana, publicado originalmente em Estudos Luteranos.


Fazer o Sinal da Cruz é uma lembrança perpétua de nosso batismo – em que o Sinal da Cruz foi marcado na fronte e no peito –, e de que o santo batismo tem um significado contínuo todos os dias de nossa vida.

O ato de fazer o sinal da cruz já era praticado pelos cristãos dos primeiros séculos e chegou até nós dos tempos apostólicos. Era um costume comum diário fazer o sinal da cruz, conforme registro de Tertuliano (160-220 d.C.) em De Corona Militis, escrito cerca de 201 d. C.:

“Em todas as nossas ocupações – quando entramos num lugar ou ao deixá-lo, antes de nos vestir; antes de nos banhar; quando fazemos nossas refeições, quando acendemos as lâmpadas à noite; antes de repousar durante a noite; quando nos sentamos para ler; antes de cada nova tarefa – marcamos o sinal da cruz em nossas testas”.

Santo Agostinho ((354-430 d.C.) fala deste costume cristãos em muitos de seus sermões e cartas.

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Pastores ou militantes?

Tenho visto a uma avalanche de publicações e comentários de pastores nas redes sociais defendendo o indefensável. Pergunto-me muitas vezes a quem servimos. Não pode ser a este mundo, nem aos poderes desta sociedade ou deste Governo, quer federal ou estadual, imerso em corrupção. Deus nos chama, pastores e pastoras, para proclamar o evangelho. Abro a Palavra de Deus e vejo profetas denunciando a opressão, lutando por justiça social e religiosa; vejo apóstolos buscando paz com os governos. Vejo Natã e João Batista denunciando o adultério do Rei. Mas em nenhum dos textos vejo profetas ou apóstolos negociando privilégios, defendendo ideologias políticas ou militando por mais espaço político do povo de Deus. A busca pela justiça é a busca pela vontade de Deus na vida do povo e tal vontade se expressa independente da ideologia política. Se calar-se diante da corrupção é tornar-se conivente com ela, o que dizer de quem defende o corruptor mais do que busca a verdade?

Nós somos conclamados a buscar a verdade e trazê-la para a luz e não a erguer bandeiras políticas ou deste ou aquele partido. Eu tenho minhas opiniões políticas, eu os expressos, mas diante das demandas de uma sociedade imersa em corrupção eu tenho o dever de deixar de lado minhas opiniões políticas para proclamar o Reino de Deus. Nós, pastores e pastoras, precisamos começar a fazer diferença em nossa sociedade. A falta de compromisso com o próximo, de uma educação firmada em valores sociais sólidos e a falta de princípios éticos que rejam os cidadãos e suas relações com a sociedade. Segundo o Censo do IBGE em 1980 os cristãos não católicos eram 6% da população, em 1990, 10%, em 2000, 15% e em 2010 22%. Se somados aos católicos, somos 95% da população brasileira, no entanto, os púlpitos e os templos, sejam de que ramo forem, não estão sendo capazes de promover a mudança social a que um cidadão do Reino de Deus deve se comprometer a viver. Ou seja, estamos fazendo membros de instituições religiosas em proporção infinitamente maior que estamos fazendo discípulos. Do impeachment de Fernando Collor para cá os evangélicos mais que dobraram, mas não foram capazes de promover, no âmbito político e social, nenhuma transformação digna do Reino de Deus. É hora de sair do palanque. É hora de sair dos partidos. É hora de o cidadão do Reino de Deus assumir seu posto como servo e militar pelo Reino de Deus e não pela ideologia política. Sejamos nós, pastores e pastoras, as vozes que denunciam a injustiça e que clamam pela verdade. É possível sim viver sem negociatas, sem barganhas e sem sair ganhando em tudo. Está na hora de sermos povo de Deus. Ele nos tirou das redes do poder deste mundo para sermos pescadores de homens. Pessoas que levam pessoas para Jesus e que não se calam diante das injustiças deste mundo.

Reverendo Giovanni Alecrim
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil