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O culto Reformado e os 500 anos da Reforma

Em setembro de 2016 publicamos em O Estandarte um artigo falando da liturgia que Martinho Lutero e João Calvino desenvolviam em suas respectivas igrejas. Ali estão expressas, em linhas gerais, as pequenas mudanças promovidas pelos Reformadores diante da nova realidade eclesiástica que se apresentava. Passados 500 anos, assistimos em nosso tempo uma retomada dos valores Reformados na teologia e nos sermões, porém, tal retomada parece estar distante da realidade de culto da maioria das Igrejas, que acrescentam elementos Reformados às suas mensagens, fazem menção à reforma, mas não adotam alguns princípios de culto que Lutero e Calvino preservaram em seu tempo. Vamos a dois deles

Como eixo principal de sua liturgia, Lutero mantém o princípio de instrução valorizando os Dez Mandamentos, o Credo Cristão e o Pai-nosso e ressaltando a importância da leitura e exposição das Escrituras nos cultos diários e dominicais. O culto é, para Calvino, o momento onde o homem se aproxima de Deus. Para Calvino “ir ao púlpito é pisar em terra santa. Ter diante de si a Bíblia aberta exige não tratar as coisas sagradas com leviandade”. (Steven Lawson em A Arte Expositiva de João Calvino).

Em muitas de nossas igrejas, quer de liturgia mais tradicional, quer de liturgia contemporânea, a leitura bíblica é restrita ao momento da proclamação da Palavra. Um ou outro pequeno trecho é lido em algum momento do culto, geralmente não mais que um versículo, antes de uma oração de confissão ou dos cânticos de louvor. Se há um elemento de unidade que percorre todo o culto Reformado é a Palavra de Deus. É pela Palavra que entendemos que a estrutura fundamental da liturgia foi elaborada. Adoração, confissão, perdão, louvor, gratidão, pregação, sacramentos da Ceia e Batismo e envio são fundamentos bíblicos que compõem o culto Reformado.

Quando olhamos para as mudanças promovidas por Lutero e Calvino em suas paróquias, vemos que o movimento da liturgia em direção a uma maior inserção do texto bíblico é uma das maiores contribuições a serem consideradas. Liturgias contemporâneas e tradicionais vêm sendo moldadas sem levar em consideração a ligação dos momentos do culto com a Palavra. Calvino considerava tão importante o Evangelho para a vida do cristão que tudo o que leva o homem a prestar a atenção em algo que não seja o Evangelho, ele abole do culto em Genebra.

Neste momento histórico em que os 500 anos da Reforma estão tão visíveis em nossas comunidades, precisamos retomar o princípio litúrgico que Calvino e Lutero nos legaram. O elemento unificador dos nossos cultos, quer contemporâneo, quer tradicional, é o Evangelho. A Palavra não pode ser apenas um momento do culto, dever ser parte do todo. É preciso que o povo leia a Palavra e eu recomendo que tal leitura não seja passiva, ou seja, apenas uma pessoa lê e as demais ouvem, eu recomendo que o povo leia, comunitariamente a Palavra, para que eles tenham contato por eles mesmos com o texto central de nossa fé.

Estamos celebrando 500 anos de um momento em que a Palavra foi trazida para o centro da vida da Igreja. Uma vez que pregadoras e pregadores estão trazendo para seus sermões tantos elementos Reformados, por que não instruir a comunidade a cultuar sempre à luz da Palavra, não de maneira subjetiva, mas sim objetiva, clara e diretamente aplicada nos momentos litúrgicos.

Pela Coroa Real do Salvador

Reverendo Giovanni Alecrim
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

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Sugestões para os 500 anos da Reforma – parte 3: vestimentas

A pedido da Aliança de Igrejas Presbiteriana e Reformadas da América Latina – AIPRAL, escrevi a seguinte sugestão de vestimentas para as celebrações dos 500 anos da Reforma Protestante.

Com as festividades dos 500 anos da Reforma Protestante, nossa ideia quanto às vestimentas não é estabelecer uma regra única, ou um modelo único, mas sim apresentar quatro sugestões que perpassam a história da fé reformada desde seu início até os dias de hoje e que, acreditamos, devam ser representadas nas celebrações. A ideia é que na celebração dos 500 anos não se tenha uma uniformidade de vestimentas, mas sim a diversidade histórica e litúrgica, tão característica de nossas comunidades latino-americanas.

Litúrgico

A ideia é que a pregadora ou pregador da celebração esteja trajando a vestimenta litúrgica tradicional reformada. Toga, estola, gola clerical. A toga deve ser a modelo genebrina, preferencialmente na cor preta, conforme a usada por João Calvino. A estola sugerimos o uso da cor vermelha, própria para as festividades. No entanto, se pode usar uma estola multicor ou branca com símbolos reformados. A gola clerical pode ser usada a tradicional ou a que possui duas faixas brancas para baixo. Não estimulo o uso da gravata por pregadores, no caso desta celebração específica, por estarmos fazendo referência aos primórdios da Reforma. Demais componentes da mesa, que não seja a pregadora ou pregador, podem usar togas das mais variadas cores e estolas na cor vermelha, própria para as festividades.

Tradicional

É salutar que os componentes da mesa da celebração expressem a diversidade histórica das Igrejas Reformada, assim, ao invés de estimular uma única forma de vestimenta, sugerimos que pastores e pastoras procurem expressar em suas vestes a historicidade da fé reformada. O uso do terno com gola clerical ou gravata pelos pastores, ou tailleur pelas pastoras, é parte da história de muitas de nossas comunidades latino-americanas. Igrejas mais tradicionais e menos litúrgicas fazem uso de tal vestimenta e devem estar representadas.

Contemporâneo

Recentemente muitos pastores e pastoras têm usado apenas a camisa clerical, às vezes até sem o clerigma, e uma calça social ou de sarja. Outros tipos de vestimenta, como camisas xadrez e calça jeans, ou outros modelos que pastores e pastoras vem adotando não devem ser proibidos. Tal uso deve ser estimulado visando expressar nossa diversidade litúrgica.

Contextualizada

Uma das principais características da Igreja Reformada na América Latina é sua contextualização cultural. Assim, é salutar que comunidades inseridas em contextos culturais específicos sejam representadas conforme sua realidade cultural.

Concluindo

O objetivo, conforme dissemos no início deste texto, não é criar uma regra a ser seguida, mas contemplar a diversidade. Estimulo você a dialogar com a comunidade e as comunidades que participarão das celebrações, visando representar o máximo possível a diversidade de nossa fé em nossa região. Uma conversa preliminar com pastoras e pastores também se faz necessária para estabelecer a liberdade e a linearidade dos que participarão das celebrações. Desejamos que nossas Igrejas, mais que celebrar a história, se vejam como parte dela, da construção da fé reformada na América Latina.

Reverendo Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo
Secretário de Música e Liturgia de IPIB
Pastor da IPI de Araraquara, SP
sml@ipib.org – gcalecrim@gmail.com


Texto escrito para coluna mensal da Secretaria de Música e Liturgia da IPIB em O Estandarte.

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Sugestões para os 500 anos da Reforma – parte 2: músicas

Com as festividades dos 500 anos da Reforma Protestante, continuamos com a série de três artigos que pretendem apresentar sugestões quanto aos momentos litúrgicos, canções e vestes litúrgicas para as celebrações nas Igreja Locais, Presbitérios e Sínodos de nossa Igreja. O intuito não é que todas celebrações sejam iguais, mas sim que se tenha algumas ideias e recursos para auxiliar os liturgistas na elaboração de suas celebrações. Assim, nesta segunda parte, apresento as sugestões de cânticos. Embora a tentação aqui seja indicar canções do Cantai Todos os Povos, não o farei, pois creio que os liturgistas, naturalmente, incluirão hinos na liturgia, principalmente o CTP 409, Castelo Forte. A ideia deste artigo é apresentar canções contemporâneas para louvor a Deus, publicadas de 2001 para cá, lançando nossos olhos para fora do meio Presbiteriano Independente.

É de coração

De Gerson Borges, álbum É de coração, 2008 (https://www.facebook.com/gerson.borges)

A canção expressa o que toda Igreja deve ter em mente ao louvar e dedicar sua vida a Deus: “Se as palavras não mostrarem / Como é grande a minha gratidão / Mesmo assim, Senhor / Receba o meu louvor / É de coração”. É o convite a louvar a Deus com gratidão no coração e dedicando tudo ao Senhor de nossas vidas.

Na glória do poder

De Stênio Marcius, álbum A beleza do rei, 2010 (http://www.tantopradizer.com)

Uma canção que exalta a volta de Jesus, num ritmo bem brasileiro, relatando como toda a criação irá se mover e se comover com a chegada daquele que virá na glória do poder. Trata-se de uma canção que aponta para a nossa missão de clamarmos Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Tu és Santo

De Ronaldo Bezerra, álbum Ao vivo, 2009 (http://www.ronaldobezerra.com.br)

O cântico de Ronaldo Bezerra, pastor da Comunidade da Graça, apresenta a majestade de glória de Jesus, o único digno de louvor e adoração. Além disso, é a declaração da comunidade de fé que seguiremos os caminhos de Jesus todos os dias de nossas vidas.

Tua graça me basta

De Vineyard Brasil, álbum Mais do que paixão, 2004 (http://www.vineyardmusic.com.br)

Claramente inspirado em 2Coríntios 12.9, Tua graça me basta é uma canção que nos desafia a viver debaixo da graça de Deus, que é poder sobrenatural e presente de Deus para nós, nos capacitando e dando forças para prosseguir em nossa jornada.

Maranata

De Ministério Avivah da Igreja Batista Palavra Viva, 2016 (http://clicpalavraviva.com.br)

O cântico exalta a esperança e a certeza da volta de Jesus, declarando que somente ele é a luz e a salvação de nossas vidas. Assim, se andarmos com Cristo, estaremos seguros e certos de que com ele viveremos.

Santo Espírito

De Paulo César Baruk, 2016 (http://www.baruk.com.br)

A canção enfatiza a presença do Espírito Santo na vida do cristão e expressa o desejo de ser inundado pela glória de Deus em nossos corações. Ela aponta para a necessidade que temos de clamar pela presença do Espírito Santo em cada momento de nossa vida como Igreja.

Entendo os cânticos contemporâneos como uma expressão mais atual da fé cristã na condução do culto a Deus. Observei as letras das canções e o estilo musical das mesmas antes de selecioná-las e sugeri-las. A ideia é que os tradicionais hinos comunitários e do coral sejam parte do culto tanto quanto os cânticos contemporâneos.

 

Reverendo Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo
Secretário de Música e Liturgia de IPIB
Pastor da IPI de Araraquara, SP
sml@ipib.org – gcalecrim@gmail.com


Texto escrito para coluna mensal da Secretaria de Música e Liturgia da IPIB em O Estandarte.

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Sugestões para os 500 anos da Reforma – parte 1: textos litúrgicos

Com as festividades dos 500 anos da Reforma Protestante, iniciamos agora uma série de três artigos que pretendem apresentar sugestões quanto aos momentos litúrgicos, canções e vestes litúrgicas para as celebrações nas Igreja Locais, Presbitérios e Sínodos de nossa Igreja. O intuito não é que todas celebrações sejam iguais, mas sim que se tenha algumas ideias e recursos para auxiliar os liturgistas na elaboração de suas celebrações. Assim, nesta primeira parte, apresento as sugestões de textos litúrgicos para a Adoração, Confissão, Louvor, Santa Ceia, Ofertório e Envio.

Adoração

A adoração é o momento inicial do Culto. Recomendamos aqui uma leitura bíblica do texto do Salmo 78, que exalta os poderosos feitos de Deus e seu agir ao longo da história. Recomendamos a leitura alternada, que pode ser entre vozes masculinas e femininas, ou oficiante e congregação. Por se tratar de um salmo longo, 72 versículos, opcionalmente pode-se separar os versos iniciais, 1-8, como destaque.

Confissão

O momento de confissão de pecados deve ser marcado pelo reconhecimento de nossos erros, como Igreja, na proclamação do Evangelho. Assim, propomos a leitura de Efésios 2.1-10 antes do momento de oração silenciosa, um texto clássico da Reforma Protestante e que expressa bem o motivo da nossa salvação. Após a oração de confissão de pecados, propomos a leitura de Efésios 2.11-22.

Louvor

Uma vez perdoados, somos chamados a louvar a Deus por tão grande amor e misericórdia. Vamos tratar das sugestões de cânticos no próximo artigo, por isso, aqui, quero propor que, antes dos cânticos de louvor, seja feita a leitura de Isaías 57.15, enfatizando que o poder do Espírito Santo é quem vivifica nossas vidas, mantendo nossa Igreja fiel à palavra e à herança reformada

Santa Ceia

Para a celebração da Ceia do Senhor recomendamos que se faça uso da liturgia da página 337 do Manual do Culto da IPIB (2ª edição). Mesmo que sua Igreja tenha o costume de celebrar a ceia com fórmulas litúrgicas mais condensadas, uma boa explicação sobre esta parte da liturgia, antes de celebrá-la, é uma oportunidade de mostrar à comunidade como o zelo de João Calvino e outros reformadores com a Ceia foi importante para a preservação da fidelidade bíblica da mesma.

Ofertório

Queremos desafiar as Igrejas, Presbitérios e Sínodos, em suas celebrações, a realizarem um momento de ofertório com recursos revertido para a Secretaria de Evangelização da IPIB. Tal momento deve ser feito tendo em mente o envio dos missionários por João Calvino ao Brasil, ainda na primeira metade do século XVI. Mais que parte de nossa história, o investimento e envio de missionários é parte de nosso princípio de fé.

Envio

Estamos nos preparando para o encerramento da celebração, assim, apontamos para o desafio de vivermos nossa fé com fidelidade bíblica. Para tal, sugerimos a leitura em uníssonos de Hebreus 11.32-40, olhando para os heróis da fé, não nomeados, e vendo neles a inspiração para nossa jornada cristã, sabendo que fomos chamados por Deus para vivermos e proclamarmos o Evangelho em nossa geração.

 

Reverendo Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo
Secretário de Música e Liturgia de IPIB
Pastor da IPI de Araraquara, SP
sml@ipib.org – gcalecrim@gmail.com


Texto escrito para coluna mensal da Secretaria de Música e Liturgia da IPIB em O Estandarte.

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Comemorações

Talvez este artigo esteja fora de tempo, já que muitas de nossas Igrejas já celebraram seus aniversários este ano. No entanto, ele é importante para compreendermos como podemos celebrar com gratidão a história de nossa Igreja, quer local, quer denominação. O que quero enfatizar aqui é que é possível história e liturgia dialogarem para celebrarmos os feitos de Deus no meio do povo. Aliás, a liturgia é, em certa medida, a celebração dos feitos de Deus na história de seu povo e Igreja. Vou usar como base, para exemplo, as celebrações do 31 de julho, que teremos no próximo mês.

Valorize a história

Uma das marcas das igrejas de tradição reformada é a valorização de sua história, o que não implica em se privilegiar o passado em detrimento do presente, mas sim dialogar com o passado para que ele nos revele os caminhos percorridos até o presente. Valorizar a história é encontrar fatos que nos revelam como nossa Igreja, no passado, foi profundamente abençoada e dirigida por Deus. É mais que citar nomes, datas, pontos históricos, mas levantar da história exemplos que falam hoje.

Exemplo: No momento de ofertório, pode-se incluir uma fala sobre como as Igrejas Presbiterianas Independentes eram generosas em suas arrecadações para o sustento de pastores e missionários, uma das características de um povo que era grato por Deus permitir que os brasileiros cuidassem da proclamação do evangelho aos brasileiros.

Ressalte os valores do presente

O que há, no presente, que podemos ressaltar como valoroso em nossa Igreja. Somos sempre levados, por influência da sociedade – e até da imprensa – a sempre valorizar a notícia ruim, o que não vai bem. Daí, enxergamos um monte de problemas em nossa igreja local e na denominação. Mas você já parou para observar aquilo que nos faz Presbiterianos Independentes? O que há de valoroso em nossa Igreja que podemos apontar para as pessoas como sendo um lugar onde Deus se faz presente?

Exemplo: No momento da Palavra, pode-se valorizar, por meio de testemunhos, a importância do ensino da Palavra de Deus na Igreja e como irmãos encontraram nela a fidelidade às Escrituras. Também se pode, num momento de gratidão, falar de como a IPI do Brasil investe em campos missionários em todo o país, levando a mensagem do Evangelho em lugares remotos, mas também em cidades onde a IPI não estava presente até bem pouco tempo atrás.

Aponte para o futuro

Apontar para o futuro não é dar respostas para todos os problemas e dificuldades da Igreja. É sonhar com a Igreja. Você sonha com sua Igreja, como ela pode se desenvolver e crescer, como ela pode ser mais presente e como sua mensagem pode ser mais viva na vida de seus membros? Sonhar com a Igreja é uma das maneiras de apontar para o futuro. Não podemos nos esquecer, também, de olhar para a consumação dos tempos, e sonhar com o Reino de Deus plenamente estabelecido.

Exemplo: Pode-se colher, antes do culto, pequenas frases dos membros da Igreja sobre como eles sonham em ver sua Igreja e no momento de oração de intercessão, ler estas frases para que toda a comunidade ore, naquele momento, colocando os sonhos de cada um diante do altar do Senhor para que ele faça de sua Igreja a sua santa vontade.

Muitas são as ideias, o importante é que você aproveite os momentos de comemorações em sua Igreja para envolvê-la na adoração a Deus com o coração grato por tudo o que ele fez, faz e fará na história da Igreja. Não exaltamos o passado, nem o menosprezamos. Não supervalorizamos o presente, nem deixamos de atentar para os erros. Não nos alienamos pensando só no futuro, nem o ignoramos como sendo algo inatingível. Vivemos a história de nossa Igreja diariamente, expressando os valores do Reino de Deus. Cultuar a Deus valorizando o passado, ressaltando os valores do presente e apontando para o futuro é uma maneira de levar o povo a reconhecer que Deus é o senhor de toda nossa história.

 

Reverendo Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo
Secretário de Música e Liturgia de IPIB
Pastor da IPI de Araraquara, SP
sml@ipib.org – gcalecrim@gmail.com


Texto escrito para coluna mensal da Secretaria de Música e Liturgia da IPIB em O Estandarte.