Artigos, Pensamentos

Vida religiosa

Publicado originalmente na conta de Instagram Pais Possíveis em 7 de junho de 2016, mantida por mim e minha esposa. Considerei relevante publicar aqui para que vocês também opinem e leiam.


vidareligiosa

VIDA RELIGIOSA

Existem diversas críticas às religiões em geral, principalmente ao cristianismo, religião dominante no país. Quero aqui não defender, mas apresentar três razões pelas quais a vida religiosa me fez compreender e ser uma pessoa melhor:

A. COLETIVIDADE

Na igreja aprendi a brincar, relacionar e conviver em grupo. Aprendi a dividir e compartilhar meus brinquedos e reconhecer o esforço do outro.

B. GRATIDÃO

Aprendi a agradecer a Deus pela vida, pelos pais e pelos amigos. Aprendi a agradecer aos outros pelo que fazem por mim e para mim.

C. PERDÃO

Aprendi a perdoar. Na adolescência, aprendi que os erros de meus pais não justificam meus erros e minhas escolhas e que perdoar é uma cura pela qual devo passar.


Esses são três exemplos de como a vida religiosa cristã ajudou na minha formação como cidadão. A mim, a Igreja me ajudou muito. E você, qual a sua experiência?

Reverendo Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

Leituras

Ser homem

Fabrini Viguier parte do princípio bíblico de liderança masculina para traçar o perfil do homem à luz da palavra. Usando como base a história de José, filho de Jacó, Fabrini apresenta em oito capítulos a relação do homem com as mais diversas áreas de sua vida. A ênfase do livro é na desconstrução da imagem politicamente correta vigente atualmente e na reconstrução de uma masculinidade presente e ativa na sociedade e principalmente na vida da família.

Destaco os capítulos em quatro e cinco, em que Fabrini aborda a relação do homem com sua mulher e com a família. O ponto forte destes capítulos é a desconstrução do imaginário social de que a família cristã é pautada pela soberania masculina ante a submissão feminina. Fabrini revela uma interpretação bíblica da submissão feminina ante ao amor incondicional do homem por sua mulher. De igual modo, ele desconstrói a imagem do pai cristão tirano-autoritário, mostrando a necessidade de o homem assumir sua responsabilidade na disciplina em amor de seus filhos.

Nos demais capítulos, Fabrini aborda a relação do homem consigo mesmo, seus grupos, seu trabalho, outras mulheres, seu pai e Jesus Cristo. A ênfase é sempre na forma como o homem pode reafirmar sua posição de cristão ante a sociedade. Para tal, ele recorre ao exemplo de José e como ele encarou as dificuldades de seu tempo com fidelidade a Deus. Ao final do livro, o autor apresenta uma bibliografia comentada, dividida por temas.

O livro é recomendado a todos os homens que enfrentam os dilemas da vida diante das verdades bíblicas. Também recomendo sua leitura para as mulheres que desejam compreender melhor os homens e construir com eles famílias firmadas no alicerce, que é Cristo Jesus.

Ser homem: um guia prático para espiritualidade cristã
Fabrini Viguier
Editora Thomas Nelson Brasil
Ano: 2015
ISBN: 85-7860-670-1
Páginas: 192
Tamanho: 16×23

Citações que destaco do texto

Os homens precisam de seus amigos. É nessa coletividade, nessa confraria de valores, normas e condutas que desenvolvem o senso de masculinidade.

Estamos rodeados por uma cultura que prioriza a fidelidade a si mesmo e ao seu modo de vida.

Cada ser humano pensa em si mesmo e na importância de fazer o que gosta acima de qualquer padrão ético.

Amadurecimento requer sacrifícios.

Implemente as mudanças que precisam ser feitas em sua casa. Que se vão a prata e o ouro, mas permaneçam o filho, a filha, o marido e a esposa.

Há uma intensa resistência a figuras de autoridade, sempre mostradas como algo ruim. Confrontamos a realidade de dias em que toda rebelião é vista como virtude.

Reverendo Giovanni Alecrim
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

Artigos

Aumentando a família

Parte 4 de 4 do texto escrito para o Curso para noivos da Igreja Presbiteriana Independente de Araraquara.


 

Filhos, por que tê-los? A pergunta parece fora de propósito quando o tema do encontro é “aumentando a família”. Mas antes de falarmos sobre aumentar a família, precisamos saber se o casal quer realmente ter filhos. É cada vez mais comum encontrarmos casais que optam por não ter filhos. Decidem construir suas vidas como casal sem dar continuidade para gerações futuras. É pecado? É um erro? Não, é uma escolha que deve ser acordada antes do casamento, para se evitar conflitos futuros. “O nascimento do primogênito muda o nosso lugar no universo” afirma José Ruy Gandra em Coração de Pai, e de fato muda. A chegada de um filho muda completamente nossa noção de vida e futuro.

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Artigos

As finanças do lar

Parte 3 de 4 do texto escrito para o Curso para noivos da Igreja Presbiteriana Independente de Araraquara.


 

Jesus afirma, em Mateus 6.24, que não podemos servir a dois senhores, dizendo claramente que não podemos servir à Deus e às riquezas. É um fato. Tudo o que se coloca no lugar de Deus, em nossas vidas, torna-se um deus. Muitos tem servido ao deus dinheiro. Por dinheiro, fazem incontáveis horas extras no serviço, ao invés de adequar o que ganha para sustentar sua família. Por dinheiro, se mente ao cônjuge, aos filhos, dizendo que pode ou não pode comprar tranquilamente. Por dinheiro, separam-se famílias. Por dinheiro, tomam-se decisões equivocadas, acarretando em profundas e sérias consequências para a vida. O dinheiro não é um deus, mas o transformamos em tal.

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Artigos

E viveram felizes para sempre

Parte 2 de 4 do texto escrito para o Curso para noivos da Igreja Presbiteriana Independente de Araraquara.


 

A frase final dos contos de fadas e histórias de amor é um ideal construído nas mentes e corações de muitos que vão para o altar, não só de mulheres, mas também de homens, que acreditam que o casamento não passa por situações difíceis e que o amor por si só se basta para a felicidade do casamento. Como vimos no encontro anterior, muitas são as razões que levam um casal a buscar o matrimônio e, com certeza, a mais bela delas é o amor. Muitos casais afirmam categoricamente: vamos nos casar porque nos amamos. Mas, e quando o amor acaba? E quando o “viveram felizes para sempre” se torna só uma sentença de contos de fadas? Como lidar com a possibilidade do fim do amor no casamento?

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