Artigos, Sermões

500 anos da Reforma Protestante do Século XVI

Pois não me envergonho das boas-novas a respeito de Cristo, que são o poder de Deus em ação para salvar todos os que creem, primeiro os judeus, e também os gentios. As boas-novas revelam como opera a justiça de Deus, que, do começo ao fim, é algo que se dá pela fé. Como dizem as Escrituras: “O justo viverá pela fé”. (Nova Versão Transformadora)

Sempre que leio o texto de Romanos 1.16-17 eu me recordo de minha adolescência quando, na casa de minha avó, numa tarde de inverno paulistano, eu me debrucei sobre uma Bíblia que acabara de ganhar de minha tia-avó Diva e abri no texto de Romanos, que havia sido tema da aula de Escola Dominical no domingo anterior. Uma nota de rodapé, associada ao final do verso 17, apontava para um outro texto: Habacuque 2.4, que diz “Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé”. Esta sequência de versículos caiu como uma bomba em meus pensamentos, dinamitando paredes que bloqueavam minha compreensão e trazendo luz para meus questionamentos mais sinceros sobre a vida na Igreja e a vida com Deus. O fato de ter nascido numa família cristã não me livrou, em nenhum momento, das aflições e questionamentos sobre Deus, igreja e família.

Quando me debrucei a escrever estas palavras, me lembrei que os estudos daqueles dias, sobre o texto de Romanos e de Habacuque me levaram a reconhecer três pilares que, hoje, olhando para os 500 anos da Reforma, reconheço como essência daquela retomada do povo de Deus de sua vida com o Pai. Quero falar com você, hoje, sobre a prática da oração, a vida de louvor e o testemunho. Vamos conversar sobre como os reformadores viveram tais pilares e como nós devemos vive-los hoje. Comecemos pela prática da oração.

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Exemplo de dedicação ao evangelho

Então, saindo, percorriam todas as aldeias, anunciando o evangelho e efetuando curas por toda parte. (Lucas 9.6)

Hoje celebra-se os 158 anos da chegada do Reverendo Ashbel Green Simonton ao Brasil, um homem cuja missão se reflete até nossos dias. Seja sua vida inspiração para nossas vidas: anunciar o evangelho é viver a vontade de Deus e quando vivemos a vontade de Deus, os frutos são imensos e incontáveis. Simonton sonhava com um Brasil entregue ao Evangelho, e seu trabalho foi uma pequena semente lançada que hoje produz frutos em todo nosso território. O exemplo que ele nos deixa é que nenhuma adversidade, nem mesmo a morte, é capaz de parar aqueles que foram chamados para anunciar a mensagem de vida que é o Evangelho.

Será que temos apresentado aos nossos conhecidos a mensagem do evangelho de amor na perspectiva presbiteriana, que é a mensagem que nos trouxe Ashbel Green Simonton, que chegou ao Brasil em 12 de agosto de 1859 com seu coração colocado nas mãos de Deus e dedicado ao serviço missionário. Quando celebramos 158 anos da chegada de Simonton, será que nosso coração também não deveria arder no Espírito de Deus para que evangelizemos nossos conhecidos?

Oração: Senhor, ensina-me a ser dedicado e fiel na proclamação do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.. Em nome de Jesus, amém.

Reverendo Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente de Araraquara, SP
Secretário de Música e Liturgia da IPIB

Sermões

Deus fala: Conversamos

1Enquanto isso, o menino Samuel servia ao SENHOR ajudando Eli. Naqueles dias, as mensagens do SENHOR eram muito raras, e visões não eram comuns.

2Certa noite, Eli, que estava quase cego, tinha ido se deitar. 3A lâmpada de Deus ainda não havia se apagado, e Samuel dormia na casa do SENHOR, onde estava a arca de Deus. 4De repente, o SENHOR chamou: “Samuel!”.

O menino respondeu: “Estou aqui!”. 5Ele se levantou e correu até onde estava Eli. “Estou aqui! O senhor me chamou?”

“Não o chamei”, respondeu Eli. “Volte para a cama.” E Samuel voltou a se deitar.

6Então o SENHOR o chamou novamente: “Samuel!”.

Mais uma vez, Samuel se levantou e foi até Eli. “Estou aqui! O senhor me chamou?”

Mas Eli respondeu: “Meu filho, não o chamei. Volte para a cama”.

7Samuel ainda não conhecia o SENHOR, porque nunca havia recebido uma mensagem dele. 8O SENHOR o chamou pela terceira vez, e novamente Samuel se levantou e foi até Eli. “Estou aqui! O senhor me chamou?”

Então Eli entendeu que era o SENHOR que chamava o menino. 9Por isso, disse a Samuel: “Vá e deite-se novamente. Se alguém o chamar, diga: ‘Fala, SENHOR, pois teu servo está ouvindo’”. E Samuel voltou para a cama.

10Então o SENHOR veio e o chamou, como antes: “Samuel! Samuel!”.

Samuel respondeu: “Fala, pois teu servo está ouvindo”.

11Então o SENHOR disse a Samuel: “Estou prestes a realizar algo em Israel que fará tinir os ouvidos daqueles que ouvirem a respeito. 12Cumprirei do começo ao fim todas as ameaças que fiz contra Eli e sua família. 13Eu o adverti de que castigaria sua família para sempre, pois seus filhos blasfemaram contra Deus, e ele não os repreendeu por seus pecados. 14Por isso, jurei que os pecados de Eli e de seus filhos jamais serão perdoados por meio de sacrifícios nem de ofertas”. Samuel fala em nome do SENHOR

15Samuel ficou deitado até de manhã, e então se levantou e abriu as portas da casa do SENHOR. Estava com medo de contar para Eli a visão que tivera. 16Mas Eli o chamou: “Samuel, meu filho”.

“Estou aqui”, respondeu Samuel.

17“O que o SENHOR lhe disse?”, perguntou Eli. “Conte-me tudo. E que o SENHOR o castigue severamente se você esconder de mim alguma coisa do que ele disse!” 18Então Samuel contou tudo a Eli e não escondeu nada. Eli respondeu: “É a vontade do SENHOR. Que ele faça o que lhe parecer melhor”.

19À medida que Samuel crescia, o SENHOR estava com ele, e todas as suas palavras se cumpriam. 20E todo o Israel, desde Dã, ao norte, até Berseba, ao sul, sabia que Samuel havia sido confirmado como profeta do SENHOR. 21O SENHOR continuou a aparecer em Siló e a transmitir mensagens a Samuel ali. (1Samuel 3)

O livro de 1 Samuel foi escrito entre os séculos X e VI a.C. e narra a história do início da monarquia até a chegada de Davi ao Trono. Entre outros, um dos propósitos chaves é o de explicar que a dinastia de Davi é a escolhida por Deus para reinar sobre Israel e que a casa de Davi é a casa real, apesar dos erros e falhas de Davi e seus descendentes. A autoria é controversa. Não se sabe quem é o autor de 1 e 2 Samuel que, no passado, compunham um único livro. O nome de Samuel é dado ao livro pelo fato dele ser o primeiro a ser citado e ter sua história relatada.

Falando de nosso texto, se trata de um relato bastante contado, por gerações, às crianças, principalmente, para mostrar como Deus fala ao coração dos pequeninos. O que é interessante, pois Samuel não era mais tão pequenino assim. Todo caso, temos Eli, um sacerdote cujo relatos anteriores nos mostra como um homem já com seus sensos de percepções envelhecidos, educando Samuel, filho da promessa de Ana. A dificuldade em Eli perceber que era Javé que falava com Samuel é explicada no próprio texto: “Naqueles dias, as mensagens do Senhor eram muito raras, e visões não eram comuns”. Após a terceira chamada, Eli orienta a Samuel como responder ao Senhor.

Quando pensamos nesta série de mensagens, tínhamos em mente o fato de que a maioria de vocês sabe que Deus fala. Pelo menos é o que penso, pois se você é de fato um cristão, você saberá que ele fala pois você conversa com ele. No entanto, muitos de nós, tomados pela sistematização de nossa relação com Deus, pode ser levado a crer que Deus está mudo. O desafio desta série é mostrar a você que ele fala, e isto faz toda diferença em nossas vidas. Assim, hoje vamos falar sobre a realidade de que é pela palavra que Deus se relaciona, se revela e o conhecemos.

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Sermões

Deus fala: A palavra

1No princípio, Deus criou os céus e a terra. 2A terra era sem forma e vazia, a escuridão cobria as águas profundas, e o Espírito de Deus se movia sobre a superfície das águas. 3Então Deus disse: “Haja luz”, e houve luz. 4E Deus viu que a luz era boa, e separou a luz da escuridão. 5Deus chamou a luz de “dia” e a escuridão de “noite”. A noite passou e veio a manhã, encerrando o primeiro dia.

6Então Deus disse: “Haja um espaço entre as águas, para separar as águas dos céus das águas da terra”. 7E assim aconteceu. Deus criou um espaço para separar as águas da terra das águas dos céus. 8Deus chamou o espaço de “céu”. A noite passou e veio a manhã, encerrando o segundo dia.

9Então Deus disse: “Juntem-se as águas que estão debaixo do céu num só lugar, para que apareça uma parte seca”. E assim aconteceu. 10Deus chamou a parte seca de “terra” e as águas de “mares”. E Deus viu que isso era bom. 11Então Deus disse: “Produza a terra vegetação: toda espécie de plantas com sementes e árvores que dão frutos com sementes. As sementes produzirão plantas e árvores, cada uma conforme a sua espécie”. E assim aconteceu. 12A terra produziu vegetação: toda espécie de plantas com sementes e árvores que dão frutos com sementes. As sementes produziram plantas e árvores, cada uma conforme a sua espécie. E Deus viu que isso era bom. 13A noite passou e veio a manhã, encerrando o terceiro dia.

14Então Deus disse: “Haja luzes no céu para separar o dia da noite e marcar as estações, os dias e os anos. 15Que essas luzes brilhem no céu para iluminar a terra”. E assim aconteceu. 16Deus criou duas grandes luzes: a maior para governar o dia e a menor para governar a noite, e criou também as estrelas. 17Deus colocou essas luzes no céu para iluminar a terra, 18para governar o dia e a noite e para separar a luz da escuridão. E Deus viu que isso era bom. 19A noite passou e veio a manhã, encerrando o quarto dia.

20Então Deus disse: “Encham-se as águas de seres vivos, e voem as aves no céu acima da terra”. 21Assim, Deus criou os grandes animais marinhos e todos os seres vivos que se movem em grande número pelas águas, bem como uma grande variedade de aves, cada um conforme a sua espécie. E Deus viu que isso era bom. 22Então Deus os abençoou: “Sejam férteis e multipliquem-se. Que os seres encham os mares e as aves se multipliquem na terra”. 23A noite passou e veio a manhã, encerrando o quinto dia.

24Então Deus disse: “Produza a terra grande variedade de animais, cada um conforme a sua espécie: animais domésticos, animais que rastejam pelo chão e animais selvagens”. E assim aconteceu. 25Deus criou grande variedade de animais selvagens, animais domésticos e animais que rastejam pelo chão, cada um conforme a sua espécie. E Deus viu que isso era bom. 26Então Deus disse: “Façamos o ser humano à nossa imagem; ele será semelhante a nós. Dominará sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre todos os animais selvagens da terra e sobre os animais que rastejam pelo chão”.

27Assim, Deus criou os seres humanos à sua própria imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou.

28Então Deus os abençoou e disse: “Sejam férteis e multipliquem-se. Encham e governem a terra. Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que rastejam pelo chão”.

29Então Deus disse: “Vejam! Eu lhes dou todas as plantas com sementes em toda a terra e todas as árvores frutíferas, para que lhes sirvam de alimento. 30E dou todas as plantas verdes como alimento a todos os seres vivos: aos animais selvagens, às aves do céu e aos animais que rastejam pelo chão”. E assim aconteceu.

31Então Deus olhou para tudo que havia feito e viu que era muito bom.

A noite passou e veio a manhã, encerrando o sexto dia. (Gênesis 1)

O texto de Gênesis 1 é bastante conhecido. Gênesis 1 é um dos focos principais dos debates entre criacionistas e evolucionistas, e mais recentemente, tendências que tendem a dialogar entre ambos sobre a origem do universo. Se você quiser saber minha opinião, vamos marcar um café e conversarmos. Voltando a falar de Gênesis, curiosamente o título do livro em português é uma herança da Septuaginta, tradução do Antigo Testamento para o grego. O livro foi compilado para explicar a origem da história e mostrar como Deus agiu nos primórdios de sua revelação ao povo que ele escolheu. Autoria? Eis aí uma grande incógnita. Os mais conservadores atribuem à Moisés sua autoria, mas não sua redação final, que viria a acontecer anos mais tarde. Este é outro assunto que podemos conversar tomando um café.

O relato da criação merece uma atenção especial não tanto pela literalidade, ou não, pela qual se deve tomar tais palavras, mas sim pela riqueza de um conteúdo que os debatedores do texto deixam de lado. O fato de Deus criar a partir do nada, sem se confrontar com outro deus, sem uma guerra cósmica, pelo poder de sua palavra é que ele cria tudo, absolutamente tudo. O mover de Deus em Gênesis 1 é a expressão de sua personalidade criadora e amorosa. “Então disse Deus”. “E viu Deus que era bom”. Ele cria e aprecia sua criação. Ele faz tudo conforme seu querer, e seu querer é bom.

Quando pensamos nesta série de mensagens, tínhamos em mente o fato de que a maioria de vocês sabe que Deus fala. Pelo menos é o que penso, pois se você é de fato um cristão, você saberá que ele fala pois você conversa com ele. No entanto, muitos de nós, tomados pela sistematização de nossa relação com Deus, pode ser levado a crer que Deus está mudo. O desafio desta série é mostrar a você que ele fala, e isto faz toda diferença em nossas vidas. Assim, hoje vamos falar sobre a característica da palavra de Deus, que é criadora e sempre se cumpre eficazmente.

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Artigos

Com valor! Sem temor!

É Deus quem veste a erva do campo, que hoje dá flor e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena! Mateus 6:30
No dia 4 de julho de 1893 foi cantado pela primeira vez, em português, o Pendão Real, especialmente traduzido para a inauguração da Associação Cristã de Moços. Dez anos e alguns dias depois, o Pendão Real foi um dos hinos entoados pelos pastores e presbíteros que saíram da reunião do Sínodo Presbiteriano para fundar a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. O Pendão Real nos traz uma mensagem: ergam o Pendão Real e estejam prontos a sofrer por Cristo. O sofrimento é bíblico, o próprio Senhor Jesus nos alertou dele. Mas também é bíblica a promessa de que ele nos sustentará, vide o texto de Mateus 6.30.
Ao enfrentarmos sofrimentos e perseguições, lembremos de viver com valor e sem temor. Com valor: Deus é fiel e sua Palavra nos norteia. Sem temor: ele nos sustenta e nos livra do perigo, não há o que temer!
Oração: Senhor, eu te louvo pela tua Palavra, valor de vida para mim. Eu te louvo pela segurança de estar em tuas mãos. Em nome de Jesus, amém.

Reverendo Giovanni Alecrim
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil