Artigos

Vida e vida de Jesus

Jesus também fez muitas outras coisas. Se todas fossem registradas, suponho que nem o mundo inteiro poderia conter todos os livros que seriam escritos. (João 21.25)

Quando os documentaristas falam da vida de alguém que já se foi, falam da vida e morte daquela pessoa. Nós, cristãos, quando falamos da vida de nosso Senhor, falamos da vida e vida de Jesus. Ele veio, ele aqui viveu, ele morreu, mas a morte não o deteve, ele ressuscitou. Nesta verdade está firmada a nossa fé, de que ele ressuscitou e, por isso, com ele ressuscitaremos. O testemunho da ressurreição de Jesus permanece em nós até hoje, vindo de geração em geração, desde as mulheres que primeiro o viram até o momento em que você esse texto e alguém, em algum lugar, está experimentando a graça de ser alcançado pelo Espírito Santo, que nos foi dado por Jesus.

Quando pensamos em falar de Jesus, falamos sempre de seu sacrifício por nós e o quanto isso é importante para a compreensão da obra redentora de Deus. Este ensino é verdadeiro, mas é preciso mostrar como Jesus viveu e vive em nós. Se antes de sua morte, os evangelhos registram como ele viveu e agiu nas mais diversas situações, após a sua ressurreição, Atos dos Apóstolos nos registra o que o Espírito Santo faz por meio dos apóstolos. Mas história não termina ali, em Atos 28.31, ela se estende pelas cartas apostólicas e continua pelo registro ao longo de séculos de mover do Espírito Santo.

Hoje, século XXI, temos a oportunidade de sermos a continuidade da história, os instrumentos do Espírito Santo, os agentes do Reino de Deus, homens e mulheres que caminhão na coragem do Senhor, sem temer as dificuldades, mas alegres e motivados pela construção do Reino de Deus, dia após dia, a cada instante, em cada atitude. Quando assim vivemos, quando assim agimos, mostramos que ele não morreu, ele vive, em mim, em você, em nós. Quando testemunhamos firmemente a notícia de que Jesus Ressuscitou, anunciamos a vida e vida de Jesus.

Reverendo Giovanni Alecrim
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

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Sermões

Primavera: a vida segue seu curso

1Os céus proclamam a glória de Deus;
o firmamento demonstra a habilidade de suas mãos.
2Dia após dia, eles continuam a falar;
noite após noite, eles o tornam conhecido.
3Não há som nem palavras,
nunca se ouve o que eles dizem.
4Sua mensagem, porém, chegou a toda a terra,
e suas palavras, aos confins do mundo.
(Salmo 19.1-4a Nova Versão Transformadora)

O salmo 19 pertence a primeira parte do livro dos Salmos e nos convida a contemplar a criação e o poder de Deus na natureza. Quando desejamos descobrir sobre Deus, procuramos a Igreja, a Bíblia, o pastor. No entanto, o Salmista nos convida para olhar a criação e nela descobrir a presença de Deus. Quando olhamos para os céus, para a terra, para tudo o que há, vemos a perfeição das mãos de Deus a sendo expressa nos detalhes de cada nuvem, nos contornos das arvores, nas penas dos pássaros, nas formas dos animais em geral. Do detalhe complexo das flores, e quinta feira vimos as mais variadas no CEASA, à simplicidade das folhas, vemos uma harmonia, uma forma de expressão artística de Deus na criação.

O salmista afirma que este conhecimento, que vem do contato com a rotina da vida na natureza, é passado de um dia para o outro. Um dia discursa ao outro dia sobre como a criação é harmônica e perfeita. A noite torna conhecida para a outra noite tal feito. No entanto, não se houve nenhuma palavra vinda do dia e da noite. Esta expressão poética nos coloca diante da necessidade básica de nos silenciarmos diante da manifestação de Deus a nós. Se queremos ouvir a voz de Deus e saber o que ele tem a nos dizer, precisamos silenciar, deixar que sua voz nos fale com ternura o que ele quer nos dizer.

Estamos na primavera, a estação do renascimento, da vida que volta a brotar após a seca e o frio do inverno. Quando contemplamos a criação, percebemos que há a necessidade de silenciar e parar, não reproduzir, não cultivar, não arar a terra, não trabalhar. O inverno é a pausa, é o intervalo. Nossa vida passou por esse intervalo e agora chega à primavera, descansada, pronta para trazer a vida de volta com cores e sabores especiais. O meu desafio para você, na tarde de hoje, é olhar para a primavera como a oportunidade de silenciar e ouvir a criação rendendo glórias a Deus acima de todas as coisas e louvando como Deus é habilidoso e criativo em tudo o que faz. Talvez sua vida esteja passando por momentos difíceis, de inverno, abra seu coração para que o Espírito de Deus traga as cores e o ar fresco da primavera, com suas fortes chuvas a lavar a alma e sua brisa suave a nos refrescar, com o perfume das flores e os sabores dos frutos. Permita que Deus refrigere sua alma. Que Deus nos abençoe.

Reverendo Giovanni Alecrim
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

Sermões

Cristo e nada mais: consequência

Chegamos na ultima mensagem da série sobre a carta de Paulo aos Colossenses. As mensagens que nos trouxeram até aqui foram Boas Novas, Supremacia, Fidelidade e Liberdade. Quando ouvimos as boas novas e reconhecemos a supremacia de Cristo, somos chamados a uma vida de fidelidade a Deus e liberdade no Espírito Santo. Mas qual a consequência disto para nós? O que trata o final da carta. Diferentemente das outras mensagens, por ser esta firmada num trecho longo, vamos percorrer o texto e, entre os blocos, comentar o que Paulo está nos ensinando. Assim, começamos com o apelo de Paulo a manter o foco no Reino de Deus.

O Reino

1Uma vez que vocês ressuscitaram para uma nova vida com Cristo, mantenham os olhos fixos nas realidades do alto, onde Cristo está sentado no lugar de honra, à direita de Deus. 2Pensem nas coisas do alto, e não nas coisas da terra. 3Pois vocês morreram para esta vida, e agora sua verdadeira vida está escondida com Cristo em Deus. 4E quando Cristo, que é sua vida, for revelado ao mundo inteiro, vocês participarão de sua glória.

Diante de todo o passado de influências das religiões pagãs, Paulo se apropria da imagem de “alto-baixo” usada pelos colossenses no que se refere às questões da fé. O apóstolo aponta para a necessidade de se buscar as coisas lá do alto como referência a uma vida que condiz com a vontade de Deus. Ao invés de dizer diretamente “vivam pela fé”, o apóstolo prefere recorrer a uma linguagem figurada: “2Pensem nas coisas do alto, e não nas coisas da terra. 3Pois vocês morreram para esta vida, e agora sua verdadeira vida está escondida com Cristo em Deus”.

Nós devemos pensar nas coisas lá do alto, sem nos esquecermos que estamos aqui, com os pés no chão, onde vivemos, no nosso dia a dia. Sabe o que isto significa? Que devemos viver a vida eterna hoje, já, com dedicação e amor, com zelo e cuidado. Não é um convite a nos isolarmos do mundo, mas nos relacionarmos com o mundo na perspectiva do Reino de Deus. É tornar nossos relacionamentos intencionalmente cristãos, firmados nos valores de Deus, para que o evangelho seja proclamado às pessoas. O único projeto evangelístico que existe é o de você anunciar a boa nova de salvação para todo o que anda perambulando pelo império das trevas. Como, então, poderemos ter relacionamentos intencionais? Mantendo o foco no necessário, e é disso que Paulo passa a falar agora: mantendo o foco no necessário. E ele nos mostra três verdades sobre as quais devemos manter o foco.

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Sermões

Uma carta para liberdade: Filemom

 

1Eu, Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, escrevo esta carta, junto com nosso irmão Timóteo, a Filemom, nosso amado colaborador, 2à irmã Áfia, a Arquipo, nosso companheiro na luta, e à igreja que se reúne em sua casa.

3Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

4Sempre dou graças a meu Deus por você em minhas orações, 5pois ouço com frequência de sua fé no Senhor Jesus e de seu amor por todo o povo santo. 6Oro para que você ponha em prática a comunhão que vem da fé, à medida que entender e experimentar todas as coisas boas que temos em Cristo. 7Seu amor, meu irmão, tem me dado muita alegria e conforto, pois sua bondade tem revigorado o coração do povo santo.

Paulo inicia sua carta para Filemom rogando a benção de Deus e apontando características de Filemom que ele, Paulo, vê como fruto da graça de Deus. A primeira delas é a fé em Jesus, em seguida, fala do amor que Filemom tem para com o povo de Deus. Paulo ora para que a comunhão que vem da fé seja posta em prática. O amor de Filemom tem alegrado a Paulo e isto de fato se expressava na alegria do povo de Deus, que Paulo recebera por meio do testemunho de Epafras.

Como você tem vivido sua fé? Seu testemunho de vida expressa a comunhão que vem da fé em Cristo? Você tem vivido a fé em Jesus em comunhão com o povo, chorando com os que choram, se alegrando com os que se alegram? A sua vida tem sido um referencial de alegria e amor a Deus para as pessoas? A vida de Filemom, segundo Paulo, expressava o que é ser cristão. A fé produzia comunhão e amor entre as pessoas. Você tem crescido em amor e comunhão? Dedique-se em formar seu caráter à luz do Evangelho. Somente pelo Evangelho podemos testemunhar do amor e da graça de Deus a ponto de sermos apontados como pessoas que são reflexo da mensagem de Cristo. Continua a carta.

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Sermões

Cristo e nada mais: Fidelidade

 

26Essa mensagem foi mantida em segredo por séculos e gerações, mas agora foi revelada ao seu povo santo, 27pois Deus queria que eles soubessem que as riquezas gloriosas desse segredo também são para vocês, os gentios. E o segredo é este: Cristo está em vocês, o que lhes dá a confiante esperança de participar de sua glória!

28Portanto, proclamamos a Cristo, advertindo a todos e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para apresentá-los maduros em Cristo. 29Por isso trabalho e luto com tanto esforço, na dependência de seu poder que atua em mim.

1Quero que saibam quantas lutas tenho enfrentado por causa de vocês e dos que estão em Laodiceia, e por muitos que não me conhecem pessoalmente. 2Que eles sejam encorajados e unidos por fortes laços de amor e tenham plena certeza de que entendem o segredo de Deus, que é o próprio Cristo. 3Nele estão escondidos todos os tesouros de sabedoria e conhecimento.

4Eu lhes digo isso para que ninguém os engane com argumentos bem elaborados. 5Pois, embora eu esteja longe, meu coração está com vocês. E eu me alegro de que estejam vivendo como devem e de que sua fé em Cristo seja forte.

6E agora, assim como aceitaram Cristo Jesus como Senhor, continuem a segui-lo. 7Aprofundem nele suas raízes e sobre ele edifiquem sua vida. Então sua fé se fortalecerá na verdade que lhes foi ensinada, e vocês transbordarão de gratidão. (Colossenses 1.26—2.7)

Crise, crise, crise. Parece que o noticiário voltará ao monotema das crises, uma vez que a Copa do Mundo acabou. Agora, passada a euforia de Copa do Mundo, as coisas voltarão ao eixo de antes e voltaremos a ver, tomando conta da mídia, o que já é realidade na vida da gente. Não bastassem as crises gerais – economia, sociedade e segurança – ainda temos as nossas crises pessoais, que procuram nos abalar a fé e nos fazem questionar a mão de Deus sobre nós. Particularmente, temos vivido tempos difíceis em nossa igreja, com pessoas enfermas e carecendo de cuidados especiais. Outras pessoas têm passado por situações familiares difíceis e outras ainda passado por situações que elas sequer tiveram ainda a coragem de compartilhar. Nossas crises se somam. Tanta desilusão. Tanta desesperança. Tanta falta de amor. Mas há algo que também se soma e que é maior que nossas crises e maior que tudo aquilo que imaginamos: os laços de amor e encorajamento que nos une como Corpo de Cristo.

O amor de Cristo é maior que toda e qualquer crise e os colossenses estavam experimentando esta realidade quando Paulo recebe o relato de Epafras, que o motiva a escrever sua carta para a igreja de Colossos. Hoje vamos continuar caminhando pela carta aos Colossenses. Passamos pelo hino cristológico e chegamos ao encerramento das palavras de saudação de Paulo. Vamos ver como colossenses 1.24—2.7 nos convida a sermos fieis e, sendo fieis, vivermos a vontade de Deus para nós. Superando crises, colocando os problemas no seu devido lugar e entendendo que a vida é Cristo e nada mais.

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