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Assim como perdoamos

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O preço de ser justo

Artigo escrito para a edição de 2 de dezembro de 2017 do Jornal Info o Povo do Estado do Rio de Janeiro.

Qual deve ser a nossa reação diante da corrupção? Quando olhamos para o noticiário e vemos a quantidade de notícias de corrupção, se sobrepondo umas as outras, qual deve ser a nossa reação? Buscar a justiça é diferente de desejar justiça. Quando desejamos justiça, é apenas um desejo, mas quando a buscamos, agimos para tal, e isto nos trará consequências.

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A liturgia dos primeiros cristãos

Quando falamos de liturgia não estamos falando de ontem. Atrás de nós existem dois mil anos de liturgia cristã e mais de um milênio de liturgia judaica, que influenciou diretamente o culto cristão. Jesus e seus discípulos praticavam o culto judaico. As primeiras comunidades cristãs participaram por um tempo da sinagoga. Logo seria natural uma influência judaica no culto cristão.

Quando falamos da história da liturgia cristã, precisamos lembrar que temos apenas algumas fontes onde consultar: O Novo Testamento (principalmente Atos 2.42-47 e 1Coríntios 11.17-34), a Didaqué (O mais antigo estatuto eclesiástico do cristianismo), os escritos de Justino Mártir, que viveu em torno de 150 d.C., os escritos de Hopólito, bispo de Roma por volta de 200 d.C e também os documentos dos Patriarcados (Patriarcados eram grandes regiões eclesiásticas chefiadas por um patriarca, existiam cinco no início: Jerusalém, Alexandria, Antioquia, Constantinopla e Roma) . Estas fontes históricas nos dão uma pista de como era a estrutura fundamental da liturgia cristã em seu início. É preciso lembrar também que, logo em seu início, a igreja dividiu-se em duas, uma no Ocidente e outra no Oriente. Divisão que fez as liturgias tomarem rumos diferentes nas igrejas.

O culto cristão em seu início foi fortemente influenciado pela sinagoga. Mas antes de falarmos da influência da sinagoga, vamos falar de algo genuinamente cristão. Em Atos 2.42 lemos que “E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações.” Este partir do pão constitui no que hoje chamamos de Eucaristia ou Santa Ceia.

A Santa Ceia era, ao mesmo tempo, uma refeição e uma celebração litúrgica. A comunidade se reunia na casa de alguém para comer junto. O dono da casa começava a refeição levantando um dos pães e proferindo uma oração de louvor. Depois disto transcorria a refeição normalmente, para no final o dono da casa erguer um cálice de vinho e proferir uma oração de louvor, gratidão e súplica. O fato de o dono da casa erguer o vinho no final da refeição não quer dizer que eles não bebiam antes. Num momento posterior, a refeição passa a ser celebrada antes do partir do pão e do beber do cálice, até, por fim, ser extinta da liturgia definitivamente.

O termo Santa Ceia significa ação de graças. Sua origem vem, provavelmente, da oração que era feita no partir do pão e no levantar o cálice. A Didaqué registra que a comunidade cristã celebra a Santa Ceia no domingo. Falando da sinagoga, sua principal influência na liturgia cristã é a Liturgia da Palavra. Em sua forma original a Liturgia da Palavra era composta por leituras bíblicas, interpretação e oração de intercessão. Aos poucos a Liturgia da Palavra passou a ser combinada com a Liturgia da Santa Ceia, formando a primeira estrutura litúrgica que temos notícia, documentada por Justino Mártir (150 d.C.), o que nos leva a crer que ela existia antes desta data.

A liturgia, fundamentalmente, era assim composta:

  • Liturgia da Palavra
    • Leituras bíblicas
    • Interpretação
    • Oração de intercessão
  • Liturgia da Santa Ceia
  • Preparo da mesa
  • Oração eucarística
  • Distribuição

Esta estrutura tem profundo significado para nós, Igreja de Cristo, pois é a estrutura mais antiga que temos no culto cristão, remontam diretamente aos pais da Igreja e foram alteradas apenas por algumas tradições posteriores à Reforma Protestante, mas não por Lutero, nem por Calvino. Esta estrutura básica permaneceu inalterada por mais de dezesseis séculos! É o que há de mais genuinamente cristão, pois é o que está mais próximo dos tempos de Jesus e dos discípulos. Quando celebramos a Liturgia da Palavra e a Liturgia da Santa Ceia, estamos nos ligando diretamente com esses primeiros cristãos e reconhecendo o valor destes para a existência de nossa comunidade hoje.

A interpretação da Palavra e a celebração da Santa Ceia são os pilares do culto cristão. Remover qualquer um deles é deixar o culto incompleto. Um culto cristão sem a interpretação da Palavra é renegado a um mero ajuntamento em torno de ideias comuns, sem o entendimento e compreensão da Palavra de Deus. Um culto cristão sem a celebração da Santa Ceia é renegado a um ouvir a Palavra, mas não exercer a comunhão a que esta Palavra nos exorta. Portanto, um culto cristão sem Liturgia da Palavra e sem Liturgia da Santa Ceia, é um culto incompleto. O esforço nos últimos anos nos movimentos reformados é de retorno à estrutura litúrgica fundamental. Celebrar a Santa Ceia dominicalmente não é banalizá-la, antes, é reafirmar que somos cristãos e que preservamos o hábito de nos reunirmos à mesa com Jesus em seu dia, o dia do Senhor, o domingo.

Pela Coroa Real do Salvador

Reverendo Giovanni Alecrim
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

Litúrgias

Ano litúrgico B – 01 – Ciclo Natalino – 01 – 1º Domingo no Advento

Ano litúrgico B – 01 – 1º Domingo no Advento – Cor litúrgica: Azul – Leituras: Isaías 64.1-9; Salmo 80.1-7, 17-19; 1Coríntios 1.3-9; Marcos 13.24-37

Processional

Prelúdio

Saudação (Quanto mais escura é a noite – Carlos Alberto Rodrigues Alves em Culto Arte – Celebrando a vida. Ed. Vozes – Petrópolis, RJ – 1999)

Quanto mais escura é a noite, mais brilham as estrelas. Assim profetiza o poeta: faz escuro mas eu canto porque o amanhã vai chegar… 

Oração de Adoração

Chamada a Adoração (Advento – Rev. Giovanni Alecrim em “Caixa de Versos”, edição do autor, São Paulo, SP: 2009)

Oficiante: Eis que brilha no fundo da alma a esperança.

Povo: Luz que não se apaga, luz que não se consome.

Oficiante: Brilho cada vez maior, fulgor de um novo amanhã.

Povo: Velas, lamparinas, lâmpadas prenunciam a luz que vem.

Oficiante: Eterna luz da vida brilhará, enfim, sobre nós.

Cântico Congregacional

Chamada à confissão (Confesso-te… – Paulo Roberto Rodrigues em Culto Arte – Celebrando a vida. Ed. Vozes – Petrópolis, RJ – 1999)

Confesso-te, querido Deus. Às vezes nossos olhos não são mansos, não veem os jardins, as fontes, as crianças, o por do sol, os gestos de ternura, as mãos solidarias… Pai de bondade, acolhe-nos quando não acolhemos; e oferece-nos teu colo, mesmo quando nos fechamos aos nossos irmãos. Porque só tu és amor e compaixão.

Cântico Congregacional

Oração silenciosa

Oração de confissão

Declaração de perdão (trecho de Perdão – Rubem Alves em Culto Arte – Celebrando a vida. Ed. Vozes – Petrópolis, RJ – 1999, adaptado)

Oficiante: Nesta comunidade, que deseja e sonha com teu reino, pedimos humildemente teu carinhoso perdão.

Povo: Teu nome enche a terra, como o ar, como a luz. No meu silêncio, eu sei, tu estás aí!

Oficiante: Por isso eu posso brincar e dormir como uma criança. Tu estás sempre por perto. Em nome de Jesus, que nos convida a uma nova vida, nós somos perdoados.

 

Saudação da paz

Cânticos de Louvor

Processional da Palavra e Vela do Advento

Cântico Congregacional

Oração por iluminação

Leitura do Antigo Testamento Isaías 64.1-9; Salmo 80.1-7, 17-19

Leitura do Novo Testamento 1Coríntios 1.3-9; Marcos 13.24-37

Proclamação da Palavra Isaías 64.1-9; Salmo 80.1-7, 17-19; 1Coríntios 1.3-9; Marcos 13.24-37

Afirmação de fé (Deus de toda a vida… – Bispo Pedro Casaldáliga em Culto Arte – Celebrando a vida. Ed. Vozes – Petrópolis, RJ – 1999)

Todos: Deus de toda vida, único Senhor da terra, criador da família humana! Tu nos queres vivendo em irmandade, sem medo e sem violência, sem egoísmo e sem corrupção: na justiça, na solidariedade e no amor. Teu é o Reino e a glória para todo o sempre. Amém.

 

Ofertório

Cântico Congregacional

Oração de Intercessão

Convite à mesa (Abençoa este pão… – Bispo Pedro Casaldáliga em Culto Arte – Celebrando a vida. Ed. Vozes – Petrópolis, RJ – 1999)

Abençoa este pão, fruto da terra e arte de nossas mãos! Reacende a chama de nossa utopia neste Advento! Fortalece nossa marcha para a terra prometida, da terra para todos, do trabalho com dignidade, da vida em plenitude. Amém.

 

Oração do Senhor

Instituição da Ceia do Senhor

O Partir do Pão

Comunhão do povo

Oração após a Comunhão

Envio (Nas noites escuras… – Inês de França Bento e Paulo Roberto Rodrigues em Culto Arte – Celebrando a vida. Ed. Vozes – Petrópolis, RJ – 1999)

Nas noites escuras de nossas vidas… Deus da luz! Vem e não demores! Quando nos falta o apoio dos amigos… Deus companheiro! Vem em nossa companhia! No cansaço e na dor de alguns dias… Deus esperança! Vem e consola-nos! Em nossa falta de solidariedade… Deus! Dá-nos ousadia!

 

Bênção

Amém

Poslúdio

Pastorais

Avisos

Recessional

 

Multimídia

O pão nosso de cada dia