Sermões

Primavera: a vida segue seu curso

1Os céus proclamam a glória de Deus;
o firmamento demonstra a habilidade de suas mãos.
2Dia após dia, eles continuam a falar;
noite após noite, eles o tornam conhecido.
3Não há som nem palavras,
nunca se ouve o que eles dizem.
4Sua mensagem, porém, chegou a toda a terra,
e suas palavras, aos confins do mundo.
(Salmo 19.1-4a Nova Versão Transformadora)

O salmo 19 pertence a primeira parte do livro dos Salmos e nos convida a contemplar a criação e o poder de Deus na natureza. Quando desejamos descobrir sobre Deus, procuramos a Igreja, a Bíblia, o pastor. No entanto, o Salmista nos convida para olhar a criação e nela descobrir a presença de Deus. Quando olhamos para os céus, para a terra, para tudo o que há, vemos a perfeição das mãos de Deus a sendo expressa nos detalhes de cada nuvem, nos contornos das arvores, nas penas dos pássaros, nas formas dos animais em geral. Do detalhe complexo das flores, e quinta feira vimos as mais variadas no CEASA, à simplicidade das folhas, vemos uma harmonia, uma forma de expressão artística de Deus na criação.

O salmista afirma que este conhecimento, que vem do contato com a rotina da vida na natureza, é passado de um dia para o outro. Um dia discursa ao outro dia sobre como a criação é harmônica e perfeita. A noite torna conhecida para a outra noite tal feito. No entanto, não se houve nenhuma palavra vinda do dia e da noite. Esta expressão poética nos coloca diante da necessidade básica de nos silenciarmos diante da manifestação de Deus a nós. Se queremos ouvir a voz de Deus e saber o que ele tem a nos dizer, precisamos silenciar, deixar que sua voz nos fale com ternura o que ele quer nos dizer.

Estamos na primavera, a estação do renascimento, da vida que volta a brotar após a seca e o frio do inverno. Quando contemplamos a criação, percebemos que há a necessidade de silenciar e parar, não reproduzir, não cultivar, não arar a terra, não trabalhar. O inverno é a pausa, é o intervalo. Nossa vida passou por esse intervalo e agora chega à primavera, descansada, pronta para trazer a vida de volta com cores e sabores especiais. O meu desafio para você, na tarde de hoje, é olhar para a primavera como a oportunidade de silenciar e ouvir a criação rendendo glórias a Deus acima de todas as coisas e louvando como Deus é habilidoso e criativo em tudo o que faz. Talvez sua vida esteja passando por momentos difíceis, de inverno, abra seu coração para que o Espírito de Deus traga as cores e o ar fresco da primavera, com suas fortes chuvas a lavar a alma e sua brisa suave a nos refrescar, com o perfume das flores e os sabores dos frutos. Permita que Deus refrigere sua alma. Que Deus nos abençoe.

Reverendo Giovanni Alecrim
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

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Guardar

Guardar, do poeta carioca Antônio Cícero

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela, isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
Do que pássaros sem voos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica, por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

Guardar, quando pensamos em guardar algo, pensamos em colocar no armário, na gaveta, no cofre. No entanto, sempre que me deparo com este poema de Antônio Cícero, poeta irmão de Marina Lima, um dos poetas que mais amo ler e reler, percebo o quanto o conceito de guardar está equivocado e percebo que os versos de Antônio Cícero encontram eco na palavra de Deus. Vamos ao texto do Salmo 119.9-16 para percebermos o que quero te dizer.

Bêt
9Como pode o jovem se manter puro?
Obedecendo à tua palavra.
10De todo o meu coração te busquei;
não permitas que eu me desvie de teus mandamentos.
11Guardei tua palavra em meu coração,
para não pecar contra ti.
12Eu te louvo, ó SENHOR;
ensina-me teus decretos.
13Recitei em voz alta
todos os estatutos que nos deste.
14Alegrei-me com o caminho apontado por teus preceitos
tanto quanto com muitas riquezas.
15Meditarei em tuas ordens
e refletirei sobre teus caminhos.
16Terei prazer em teus decretos
e não me esquecerei de tua palavra.
(Nova Versão Transformadora)

O salmo 119 é o maior dos 150 salmos. Ele é um poema com vinte duas estrofes e é um acróstico do alfabeto hebraico. Cada uma das estrofes começa com uma letra do alfabeto, sequencialmente. Cada estrofe possui oito versos, e por isso ele é tão longo. Por ser tão longo, torna-se difícil uma análise mais resumida do todo. Quem nos ajuda a sintetizar é João Calvino (Calvino, João. Comentário de Salmos – Vol. 4. Série Comentários Bíblicos João Calvino. Editora Fiel. Edição do Kindle): “exortar os filhos de Deus a seguir uma vida de piedade e santidade, bem como prescrever a norma e realçar a forma do verdadeiro culto a Deus, de modo que os fiéis possam devotar-se totalmente ao estudo da lei”. Calvino percebe esta linha de síntese por conta de termos que são recorrentes no salmo, como lei, estatutos, preceitos, mandamentos, decretos, palavras, promessa. Esta lista de palavras vem sempre associadas ao uso do pronome “teu”, o que nos revela a alegria do salmista em ter acesso à revelação da vontade de Deus para o povo. O salmo 119 não se enquadra em uma categoria específica de salmo, alterna palavras de dor e tristeza com hinos de louvor e exaltação a Deus. há dois salmos que se aproximam do 119 em sua temática: o salmo 1 e o salmo 19. O salmo primeiro revela como Deus se manifesta na vida do crente, promovendo nele fidelidade a lei do Senhor e o salmo 19 louva toda a criação e revelação divina.

9Como pode o jovem se manter puro?
Obedecendo à tua palavra.
10De todo o meu coração te busquei;
não permitas que eu me desvie de teus mandamentos.

A estrofe sobre a qual meditamos hoje é a segunda do salmo, começa com a segunda letra do alfabeto, Beth, e possui oito versos que podem ser compreendidos como uma resposta à pergunta do verso inicial. O salmista apresenta seis atitudes que revelam como se manter puro diante da realidade pecadora e caída do ser humano: obedecer, guardar, recitar, alegrar, meditar e ter prazer. Esta pergunta é interpretada, muitas vezes, como um conselho aos jovens. Não, ele está usando aqui um recurso de linguagem comum a mestres sapienciais de seu tempo e que está presente nos Salmos e nos Provérbios. É como se um professor mais experiente e de mais idade estivesse conversando com um adulto mais jovem que ele. O salmista responde à pergunta, ainda no verso nove, com a primeira atitude: obedecer. Obedecer implica em aceitar, acatar e entender que o que você está fazendo é fruto de um processo de aprendizagem e crescimento pessoal. Só se aprende do que se experimenta, se tem contato. Para obedecer é preciso buscar a palavra de Deus e compreender. Por isso o verso dez revela como o salmista obedece a Deus: o buscando de todo coração

11Guardei tua palavra em meu coração,
para não pecar contra ti.
12Eu te louvo, ó SENHOR;
ensina-me teus decretos.

Guardar no coração. O que isso significa? Significa que a palavra passou a fazer parte da vida do salmista. Não há mais diferença entre o que ele pensa e deseja e o que ele é. A Palavra faz sentido na vida dele e é realidade em sua vida. Ele recorre à Palavra toda vez que é tentado, toda vez que é tomado pela desesperança ou pela tristeza. A Palavra está guardada nele e ele vive esta Palavra, não a deixa mofando na gaveta ou no armário, abra a janela da alma e faz o ar circular, deixa o Espírito entrar e refrigerar, trazendo a Palavra que dá vida. Quem guarda a palavra no coração, tem o desejo constante de abraçar esta palavra e saber mais dela, por isso o salmista louva e pede: ensina-me os teus decretos.

13Recitei em voz alta
todos os estatutos que nos deste.

Um dos processos em que se verifica o aprendizado de algo é você verbalizar o que foi passado de conteúdo para você. O ato de verbalizar a palavra de Deus faz com que você assimile melhor o seu conteúdo. Não é repetição despropositada. É você compreender que a palavra que está sendo dita e repetida é uma verdade da qual você precisa tomar ciência e passar a viver o que você aprendeu. No contexto do salmista, havia a pratica da leitura da lei pelos sacerdotes e é possível que o povo se unisse na leitura com o sacerdote, mais ou menos quando fazemos a leitura da Afirmação de Fé, como o Credo Apostólico, por exemplo.

14Alegrei-me com o caminho apontado por teus preceitos
tanto quanto com muitas riquezas.

O que o salmista expressa no verso 14 é a alegria de ter encontrado na Palavra de Deus o tesouro maior de sua vida. A busca pelo sentido da vida, pela razão pela qual você acorda todos os dias passa pela busca da alegria, da felicidade e esta busca tem seu fim quando, pela Palavra de Deus e pela ação do Espírito Santo, eu sou alcançado pela Graça de Deus e entendo que o vazio que há em mim é preenchido por Deus. A alegria com o caminho que Deus aponta vem, pois, as dificuldades não são capazes de nos desviar ou nos levar a desistir de caminhar nos caminhos do senhor.

15Meditarei em tuas ordens
e refletirei sobre teus caminhos.

Quem nos ajuda a compreender bem o conceito de meditar neste versículo é Allan Harman: “A ideia de meditação nos preceitos de Deus é bem frequente em todo este salmo … refere-se à recitação em voz alta de coisas relativas a Deus – suas obras, seus preceitos, seus prodígios, suas promessas”. Tudo o que Deus ensina faz com que o salmista guarde, obedeça, recite, se alegre e medite em tudo isto. Ele vai refletir sobres os caminhos de Deus, vai assimilar este conhecimento para dele falar com propriedade e maturidade. Tudo isto traz prazer ao salmista. 

16Terei prazer em teus decretos
e não me esquecerei de tua palavra.

Os decretos de Deus não são um fardo a ser carregado. À luz dos evangelhos, o nosso fardo é pesado, o de Cristo é leve e suave. Assim, devemos nós deixarmos o nosso fardo pesado para termos o verdadeiro prazer que é caminhar nos caminhos do Senhor. Ao encerrar esta estrofe, o salmista assume um compromisso que é fruto do prazer que ele tem na lei de Deus: e não me esquecerei de tua palavra. Tudo o que nos dá prazer fica gravado em nossa memória. Se eu pedisse para um de vocês me dizer algo em que sente prazer, rapidamente viriam uma lista de coisas no pensamento.

O salmo 119 é um convite para nos aproximarmos da Palavra de Deus e compreendermos a sua riqueza e seu valor para nós. É mais valioso que qualquer tesouro. É o bem mais precioso que temos e que podemos oferecer como herança para nossos filhos e netos. Compreender esta palavra passa por guardar em nossos corações tudo o que é dito nela. É um processo lento de mudança de mente e coração para que nossas atitudes sejam transformadas. É difícil, mas não é um processo solitário. O Espírito Santo está com você, nós, como igreja, estamos com você. Caminhamos juntos cumprindo o que Deus deseja de nós.

Obedecer, guardar, recitar, alegrar, meditar e ter prazer. Seis atitudes que devemos ter diante da Palavra de deus. Dentre estas seis, considero que guardar seja a primordial. Somente quando guardamos em nós a Palavra temos conhecimento para obedecer, recitar, nos alegrarmos nela, meditarmos nela e termos prazer nela. Por isso, o meu desafio para você é que você guarde a Palavra de Deus. Evoco aqui, mais uma vez, os versos de Antônio Cícero:

Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
Do que pássaros sem voos

e tomo a liberdade, e a audácia, de os parafrasear:

Por isso melhor se guarda a atitude do cristão
Do que um cristão sem atitude

Guarde no coração a Palavra para ser por ela iluminada.

Sermões

Cristo e nada mais: consequência

Chegamos na ultima mensagem da série sobre a carta de Paulo aos Colossenses. As mensagens que nos trouxeram até aqui foram Boas Novas, Supremacia, Fidelidade e Liberdade. Quando ouvimos as boas novas e reconhecemos a supremacia de Cristo, somos chamados a uma vida de fidelidade a Deus e liberdade no Espírito Santo. Mas qual a consequência disto para nós? O que trata o final da carta. Diferentemente das outras mensagens, por ser esta firmada num trecho longo, vamos percorrer o texto e, entre os blocos, comentar o que Paulo está nos ensinando. Assim, começamos com o apelo de Paulo a manter o foco no Reino de Deus.

O Reino

1Uma vez que vocês ressuscitaram para uma nova vida com Cristo, mantenham os olhos fixos nas realidades do alto, onde Cristo está sentado no lugar de honra, à direita de Deus. 2Pensem nas coisas do alto, e não nas coisas da terra. 3Pois vocês morreram para esta vida, e agora sua verdadeira vida está escondida com Cristo em Deus. 4E quando Cristo, que é sua vida, for revelado ao mundo inteiro, vocês participarão de sua glória.

Diante de todo o passado de influências das religiões pagãs, Paulo se apropria da imagem de “alto-baixo” usada pelos colossenses no que se refere às questões da fé. O apóstolo aponta para a necessidade de se buscar as coisas lá do alto como referência a uma vida que condiz com a vontade de Deus. Ao invés de dizer diretamente “vivam pela fé”, o apóstolo prefere recorrer a uma linguagem figurada: “2Pensem nas coisas do alto, e não nas coisas da terra. 3Pois vocês morreram para esta vida, e agora sua verdadeira vida está escondida com Cristo em Deus”.

Nós devemos pensar nas coisas lá do alto, sem nos esquecermos que estamos aqui, com os pés no chão, onde vivemos, no nosso dia a dia. Sabe o que isto significa? Que devemos viver a vida eterna hoje, já, com dedicação e amor, com zelo e cuidado. Não é um convite a nos isolarmos do mundo, mas nos relacionarmos com o mundo na perspectiva do Reino de Deus. É tornar nossos relacionamentos intencionalmente cristãos, firmados nos valores de Deus, para que o evangelho seja proclamado às pessoas. O único projeto evangelístico que existe é o de você anunciar a boa nova de salvação para todo o que anda perambulando pelo império das trevas. Como, então, poderemos ter relacionamentos intencionais? Mantendo o foco no necessário, e é disso que Paulo passa a falar agora: mantendo o foco no necessário. E ele nos mostra três verdades sobre as quais devemos manter o foco.

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Uma carta para liberdade: Filemom

 

1Eu, Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, escrevo esta carta, junto com nosso irmão Timóteo, a Filemom, nosso amado colaborador, 2à irmã Áfia, a Arquipo, nosso companheiro na luta, e à igreja que se reúne em sua casa.

3Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.

4Sempre dou graças a meu Deus por você em minhas orações, 5pois ouço com frequência de sua fé no Senhor Jesus e de seu amor por todo o povo santo. 6Oro para que você ponha em prática a comunhão que vem da fé, à medida que entender e experimentar todas as coisas boas que temos em Cristo. 7Seu amor, meu irmão, tem me dado muita alegria e conforto, pois sua bondade tem revigorado o coração do povo santo.

Paulo inicia sua carta para Filemom rogando a benção de Deus e apontando características de Filemom que ele, Paulo, vê como fruto da graça de Deus. A primeira delas é a fé em Jesus, em seguida, fala do amor que Filemom tem para com o povo de Deus. Paulo ora para que a comunhão que vem da fé seja posta em prática. O amor de Filemom tem alegrado a Paulo e isto de fato se expressava na alegria do povo de Deus, que Paulo recebera por meio do testemunho de Epafras.

Como você tem vivido sua fé? Seu testemunho de vida expressa a comunhão que vem da fé em Cristo? Você tem vivido a fé em Jesus em comunhão com o povo, chorando com os que choram, se alegrando com os que se alegram? A sua vida tem sido um referencial de alegria e amor a Deus para as pessoas? A vida de Filemom, segundo Paulo, expressava o que é ser cristão. A fé produzia comunhão e amor entre as pessoas. Você tem crescido em amor e comunhão? Dedique-se em formar seu caráter à luz do Evangelho. Somente pelo Evangelho podemos testemunhar do amor e da graça de Deus a ponto de sermos apontados como pessoas que são reflexo da mensagem de Cristo. Continua a carta.

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Cristo e nada mais: Fidelidade

 

26Essa mensagem foi mantida em segredo por séculos e gerações, mas agora foi revelada ao seu povo santo, 27pois Deus queria que eles soubessem que as riquezas gloriosas desse segredo também são para vocês, os gentios. E o segredo é este: Cristo está em vocês, o que lhes dá a confiante esperança de participar de sua glória!

28Portanto, proclamamos a Cristo, advertindo a todos e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para apresentá-los maduros em Cristo. 29Por isso trabalho e luto com tanto esforço, na dependência de seu poder que atua em mim.

1Quero que saibam quantas lutas tenho enfrentado por causa de vocês e dos que estão em Laodiceia, e por muitos que não me conhecem pessoalmente. 2Que eles sejam encorajados e unidos por fortes laços de amor e tenham plena certeza de que entendem o segredo de Deus, que é o próprio Cristo. 3Nele estão escondidos todos os tesouros de sabedoria e conhecimento.

4Eu lhes digo isso para que ninguém os engane com argumentos bem elaborados. 5Pois, embora eu esteja longe, meu coração está com vocês. E eu me alegro de que estejam vivendo como devem e de que sua fé em Cristo seja forte.

6E agora, assim como aceitaram Cristo Jesus como Senhor, continuem a segui-lo. 7Aprofundem nele suas raízes e sobre ele edifiquem sua vida. Então sua fé se fortalecerá na verdade que lhes foi ensinada, e vocês transbordarão de gratidão. (Colossenses 1.26—2.7)

Crise, crise, crise. Parece que o noticiário voltará ao monotema das crises, uma vez que a Copa do Mundo acabou. Agora, passada a euforia de Copa do Mundo, as coisas voltarão ao eixo de antes e voltaremos a ver, tomando conta da mídia, o que já é realidade na vida da gente. Não bastassem as crises gerais – economia, sociedade e segurança – ainda temos as nossas crises pessoais, que procuram nos abalar a fé e nos fazem questionar a mão de Deus sobre nós. Particularmente, temos vivido tempos difíceis em nossa igreja, com pessoas enfermas e carecendo de cuidados especiais. Outras pessoas têm passado por situações familiares difíceis e outras ainda passado por situações que elas sequer tiveram ainda a coragem de compartilhar. Nossas crises se somam. Tanta desilusão. Tanta desesperança. Tanta falta de amor. Mas há algo que também se soma e que é maior que nossas crises e maior que tudo aquilo que imaginamos: os laços de amor e encorajamento que nos une como Corpo de Cristo.

O amor de Cristo é maior que toda e qualquer crise e os colossenses estavam experimentando esta realidade quando Paulo recebe o relato de Epafras, que o motiva a escrever sua carta para a igreja de Colossos. Hoje vamos continuar caminhando pela carta aos Colossenses. Passamos pelo hino cristológico e chegamos ao encerramento das palavras de saudação de Paulo. Vamos ver como colossenses 1.24—2.7 nos convida a sermos fieis e, sendo fieis, vivermos a vontade de Deus para nós. Superando crises, colocando os problemas no seu devido lugar e entendendo que a vida é Cristo e nada mais.

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