Artigos, Sermões

Viva em paz

Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, tinha ordenado isto ao povo: “Sejam honestos e corretos e tratem uns aos outros com bondade e compaixão. Não explorem as viúvas, nem os órfãos, nem os estrangeiros que moram com vocês, nem os pobres. E não façam planos para prejudicar os seus patrícios.” Porém eles se revoltaram e não quiseram obedecer. Viraram as costas para mim e taparam os ouvidos para não ouvir as minhas ordens. (Zacarias 7.9-11) NTLH

O livro do profeta Zacarias foi escrito com o propósito de denunciar a infidelidade do povo de Javé que retornara do exílio e que não cumpria suas obrigações. Entre denúncias e palavras de exortação, Zacarias encoraja o povo a se arrepender e a permanecer fiel a Javé. O capítulo 7 é um convite ao arrependimento e aponta para o jejum que agrada a Javé. É no capítulo 7, ainda, que Zacarias aponta a razão do cativeiro: a desobediência. As palavras de Javé, no início do verso nove, são diretrizes de como o povo deveria agir. Estas palavras que quero destacar para nossa meditação hoje.

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O que é o domingo de Páscoa para comunidade cristã

O Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor é a celebração máxima para a comunidade cristã. Se a cada domingo a comunidade cristã celebra a lembrança da Ressurreição e a antecipação da volta de Cristo, o Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor é quando revivemos cada momento da ressurreição e cada passo de Jesus após ela. É a alegria e o espanto do reencontro. É a certeza de que o pecado e a morte foram vencidos.

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Do que devemos nos lembrar na Páscoa

A Páscoa (Pesah) é a primeira das muitas festas registradas no Antigo Testamento. Celebrada no primeiro mês do ano, acontecia na primeira lua cheia depois do equinócio da primavera (momento em que o sol incide com maior intensidade. A Páscoa precede a Festa dos Pães asmos (Mazsoth), quando o povo não comia pão levedado. Também chamada de Festa do “pão da aflição” remetia, tal qual a Páscoa, à saída do Egito. Até o exílio, as festas eram separadas, a partir do exílio as festas são unificadas, permanecendo o Pesah como nome oficial. Pesah, aliás, que significa passagem, em referência ao “destruidor que passa além” no quando da última praga do Egito, que feriu os primogênitos.

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Cidade maravilhosa, cidade religiosa

O Rio de Janeiro é uma cidade maravilhosa. Como todo aglomerado urbano, a cidade tem grandes problemas, no entanto, a cidade é uma cidade profundamente esperançosa, o que a torna profundamente alegre. O que a torna assim, principalmente nesta época do ano? Sua profunda religiosidade é uma das marcas da cidade. Começa pelos cartões postais: Cristo Redentor, braços abertos sobre a cidade, cantado como o abençoador da cidade do Rio de Janeiro. Catedral da Candelária, Catedral Presbiteriana e Santuário Nossa Senhora da Penha são alguns exemplos. Poderíamos listar as rodas de samba, com grande presença de manifestações religiosas nas composições dedicadas a santos, orixás e outros deuses. O que dizer da festa mais popular do país, o Carnaval, festa de preparo para a Quaresma. Pois é, até a principal festa da cidade é religiosa, embora não pareça. Se prestarmos atenção aos desfiles, lá está a religião: evocação da bênção de santos e guias no início do desfile, a ala das baianas, os temas religiosos dos sambas, enfim, há religião por toda parte no Rio de Janeiro.

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MC Diguinho: respeito e dignidade

Artigo escrito para a edição de 28 de janeiro de 2018 do Jornal Info o Povo do Estado do Rio de Janeiro.

O polêmico funk de MC Diguinho foi pauta esta semana nos mais diversos círculos. Sites de entretenimento, grupos religiosos, movimentos de defesa dos direitos da mulher, enfim, de toda parte houveram manifestações contrárias à letra e questionando os limites do artista e seu trabalho. O funk, em si, já é um estilo musical bastante controverso. Na mesma medida que diverte, traz consigo letras que objetificam a mulher, idealizam a vida criminosa e expõe comportamentos e mazelas de uma parcela considerável da população.

Há uma preocupação da classe artística, desde o ano passado, com o policiamento e cerceamento da produção de arte no país. Há limite para a arte? Como fica o “eu lírico” nestas obras? Difícil responder, até mesmo porque há quem não considere o funk como música e, portanto, não é arte. A discussão hoje, neste espaço, no entanto, não tomará este rumo. O que quero aqui é trazer o olhar de Jesus para a mulher e, especificamente, nesta questão da objetificação da mesma. O episódio é conhecido de muitos cristãos. Não cristãos com certeza já ouviram a frase “aquele que não tem pecados atire a primeira pedra”. Estou falando do encontro de Jesus e a mulher pega em adultério.

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