Conto

O elefante equilibrista

O elefante estava ali, parado, diante das duas cordas esticadas ligando duas plataformas, pouco mais de seis metros entre uma e outra. Seu domador o observava, impaciente. Precisava atravessar, e rápido, por aquelas cordas. Seu pensamento era só um: amendoim. O primeiro passo, sente seu peso esticar as cordas. O segundo passo e  a segunda pata dianteira já está nas cordas. Percebe que é seguro e se sente confiante. Amendoim, amendoim! É só o que pensa, é só o que quer! Mais dois passos e está totalmente sobre as cordas, suspira, olhando firme o outro lado. Sente as cordas balançarem, percebe que vai cair. Amendoim!!! Respira fundo! Olha para baixo. Não é tão alto, mas não pode decepcionar o domador. Olha para frente. Pensa na música do picadeiro. “Uma pirueta, duas piruetas, bravo, bravo!” Na lembrança da música, no desejo pelo amendoim, caminha como se fosse em solo firme, no ritmo da canção, e, quando vê, já está recebendo a aprovação do domador. Amendoim, suspira aliviado!


*texto escrito como exercício do tópico “Tempo e espaço” do curso “Redação: criatividade na escrita”, em maio de 2012, Faculdade Belas Artes.

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