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Comemorações

Comemorações

Talvez este artigo esteja fora de tempo, já que muitas de nossas Igrejas já celebraram seus aniversários este ano. No entanto, ele é importante para compreendermos como podemos celebrar com gratidão a história de nossa Igreja, quer local, quer denominação. O que quero enfatizar aqui é que é possível história e liturgia dialogarem para celebrarmos os feitos de Deus no meio do povo. Aliás, a liturgia é, em certa medida, a celebração dos feitos de Deus na história de seu povo e Igreja. Vou usar como base, para exemplo, as celebrações do 31 de julho, que teremos no próximo mês.

Valorize a história

Uma das marcas das igrejas de tradição reformada é a valorização de sua história, o que não implica em se privilegiar o passado em detrimento do presente, mas sim dialogar com o passado para que ele nos revele os caminhos percorridos até o presente. Valorizar a história é encontrar fatos que nos revelam como nossa Igreja, no passado, foi profundamente abençoada e dirigida por Deus. É mais que citar nomes, datas, pontos históricos, mas levantar da história exemplos que falam hoje.

Exemplo: No momento de ofertório, pode-se incluir uma fala sobre como as Igrejas Presbiterianas Independentes eram generosas em suas arrecadações para o sustento de pastores e missionários, uma das características de um povo que era grato por Deus permitir que os brasileiros cuidassem da proclamação do evangelho aos brasileiros.

Ressalte os valores do presente

O que há, no presente, que podemos ressaltar como valoroso em nossa Igreja. Somos sempre levados, por influência da sociedade – e até da imprensa – a sempre valorizar a notícia ruim, o que não vai bem. Daí, enxergamos um monte de problemas em nossa igreja local e na denominação. Mas você já parou para observar aquilo que nos faz Presbiterianos Independentes? O que há de valoroso em nossa Igreja que podemos apontar para as pessoas como sendo um lugar onde Deus se faz presente?

Exemplo: No momento da Palavra, pode-se valorizar, por meio de testemunhos, a importância do ensino da Palavra de Deus na Igreja e como irmãos encontraram nela a fidelidade às Escrituras. Também se pode, num momento de gratidão, falar de como a IPI do Brasil investe em campos missionários em todo o país, levando a mensagem do Evangelho em lugares remotos, mas também em cidades onde a IPI não estava presente até bem pouco tempo atrás.

Aponte para o futuro

Apontar para o futuro não é dar respostas para todos os problemas e dificuldades da Igreja. É sonhar com a Igreja. Você sonha com sua Igreja, como ela pode se desenvolver e crescer, como ela pode ser mais presente e como sua mensagem pode ser mais viva na vida de seus membros? Sonhar com a Igreja é uma das maneiras de apontar para o futuro. Não podemos nos esquecer, também, de olhar para a consumação dos tempos, e sonhar com o Reino de Deus plenamente estabelecido.

Exemplo: Pode-se colher, antes do culto, pequenas frases dos membros da Igreja sobre como eles sonham em ver sua Igreja e no momento de oração de intercessão, ler estas frases para que toda a comunidade ore, naquele momento, colocando os sonhos de cada um diante do altar do Senhor para que ele faça de sua Igreja a sua santa vontade.

Muitas são as ideias, o importante é que você aproveite os momentos de comemorações em sua Igreja para envolvê-la na adoração a Deus com o coração grato por tudo o que ele fez, faz e fará na história da Igreja. Não exaltamos o passado, nem o menosprezamos. Não supervalorizamos o presente, nem deixamos de atentar para os erros. Não nos alienamos pensando só no futuro, nem o ignoramos como sendo algo inatingível. Vivemos a história de nossa Igreja diariamente, expressando os valores do Reino de Deus. Cultuar a Deus valorizando o passado, ressaltando os valores do presente e apontando para o futuro é uma maneira de levar o povo a reconhecer que Deus é o senhor de toda nossa história.

 

Reverendo Giovanni Campagnuci Alecrim de Araújo
Secretário de Música e Liturgia de IPIB
Pastor da IPI de Araraquara, SP
sml@ipib.org – gcalecrim@gmail.com


Texto escrito para coluna mensal da Secretaria de Música e Liturgia da IPIB em O Estandarte.

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