Sermões

Conectados com o salvador Jesus de Nazaré

31Jesus chamou os Doze à parte e disse: “Estamos subindo para Jerusalém, onde tudo que foi escrito pelos profetas a respeito do Filho do Homem se cumprirá. 32Ele será entregue aos gentios, e zombarão dele, o insultarão e cuspirão nele. 33Eles o açoitarão e o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”. 34Os discípulos, porém, não entenderam. O significado dessas palavras lhes estava oculto, e não sabiam do que ele falava.

Lucas 18.31-34, Nova Versão Transformadora

Jesus é nosso salvador, você crê nisso? Esta é uma verdade que devemos crer e proclamar. Ele veio para nos unir de maneira eficaz e única com Deus. Por meio de seu sacrifício e a vitória da vida sobre a morte temos garantida a vida eterna. É graça de Deus. É favor imerecido. Nos é dado em Jesus. No entanto, tal qual os discípulos no nosso texto, muitos não compreendem tal verdade. Outros a ignoram. Hoje, quero desafiar você a assumir, diante de todos, que Jesus é o salvador de todos aqueles que são alcançados pela graça e confessam o seu nome.

O trecho de nossa mensagem está inserido num grande bloco literário de Lucas onde o Evangelista nos apresenta uma série de ensinos de Jesus. Interrogado por fariseus quando o reino dos céus viria, Jesus inicia um diálogo com seus inquisidores onde responde à pergunta dos fariseus e apresenta duas parábolas, a do juiz iniquo e a do fariseu e o publicano. Em seguida, lhe são levadas algumas crianças, a quem Jesus abençoa. Em seguida, acontece o encontro com o jovem rico, logo após, Jesus adverte a todos quanto ao perigo das riquezas, para, em seguida, separar os doze e dizer a eles as palavras de Lucas 18.31-34. Os antecedentes de nosso texto nos revelam como Lucas encaminha sua narrativa para a conclusão do ministério de Jesus. Ao afirmar, mais uma vez, que ele haveria de morrer, Jesus sinaliza que caminha para o fim de seu ministério.

Algumas afirmações de Lucas em nosso texto revelam o contexto pelo qual Jesus seria entregue à morte. O evangelista registra que Jesus já havia dito isto outras vezes: Lucas 9.22, 9.44, 12.50 e 13.32-33. A diferença é que aqui, em 18.32, ele faz menção de ser entregue aos gentios, ou seja, aos romanos, para ser julgado e morto. Antes de morrer, no entanto, ele mais uma vez faz menção ao que haveria de sofrer: zombaria, insultos, cuspes e açoites. Após o sofrimento a morte e, três dias após a morte, a ressurreição. O que veremos hoje, na quarta e última mensagem desta série, é como Jesus nos convida a nos conectarmos com ele nos dois momentos cruciais de sua história: seu sofrimento e sua ressurreição.

Rejeitado, humilhado e maltratado

“Ele será entregue aos gentios, e zombarão dele, o insultarão e cuspirão nele. Eles o açoitarão e o matarão” uma sentença dura e incompreensível de se ouvir. Tanto que seu significado lhes era oculto, eles não entenderam. Nós, hoje, graças ao relato dos apóstolos, o testemunho de gerações de cristãos e a preservação da doutrina bíblica, temos condições de olhar para tais palavras de Jesus e compreender seu significado para nós. Embora não gostemos muito de olharmos e nos identificar nelas, são palavras que hoje teremos que encarar. Ele foi rejeitado, humilhado e maltratado e havia uma razão para isso. Você e eu.

Uma das grandes dificuldades que temos é a de encarar o fato de que somos pecadores. Reconhecer que erramos, que não somos isso tudo que nossos títulos, empregos, formação acadêmica, social e familiar dizem. Reconhecer que nossos erros nos afastam da vontade daquele que nos criou. Reconhecer que o sofrimento, a dor, o escárnio, os cuspes, os açoites, as humilhações fizeram parte do sofrimento que estava reservado ao Filho de Deus, que caminhava para morte, morte dolorosa, morte sofrida, morte que ele venceu. Tal sofrimento nos coloca diante da realidade nua crua de nossa natureza corrompida pelo pecado e que carece da graça e do amor doador e salvador de Deus para conosco.

Precisamos assumir, em nossa geração, a nossa condição de pecadores. Vivemos num tempo onde somos bombardeados diariamente com informações que querem nos convencer que somos bons, que somos autossuficientes, que aquilo que queremos nós podemos e que não precisamos de Deus ou da Igreja. Em tempos assim, precisamos reafirmar os valores da cruz vazia, da tumba vazia, do Cristo ressurreto em nossas vidas. Para tal, precisamos nos conectar a Jesus, sermos ligados a ele de tal forma, que todos os dias nos lembremos a razão pela qual ele sofreu e rendamos graças a Deus por tamanho amor e graça por nós.

Assumir e reconhecer nossos erros e pecados diariamente exige de nós humildade e a certeza do perdão de Deus por nós. Confiança que temos pela fé, que nos é dada por Deus para enfrentarmos as dificuldades da vida. Reconhecer, diariamente, nossa condição de pecadores não deve nos conduzir a uma atitude de lamento e pesar, mas de alegria e gratidão por tão grande amor, capaz de se entregar por mim e por você.

Ressurreto, vencedor e glorioso

“Mas no terceiro dia ele ressuscitará” é com esta sentença que Jesus encerra sua fala sobre o que aconteceria com ele em Jerusalém. Eles agora seguiriam para lá. Tais palavras não foram compreendidas pelos discípulos, que só tiveram entendimento dela depois de seu cumprimento. Assim também nós só conseguimos compreender tais palavras hoje depois que a graça de Deus nos alcançou e nos revelou o seu maior mistério, o Evangelho, as boas novas de salvação, o amor de Deus encarnado. Jesus, ele é a razão de ser de nossas vidas. É nele que devemos confiar e com ele viveremos. Pela fé, creia nesta verdade.

Ele ressuscitou. O apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos coríntios, faz uma explanação acerca da ressurreição. Visando combater ensinos errados, Paulo diz aos coríntios que Jesus foi entregue por nossos pecados, morreu e ressuscitou e que, se não cremos na ressurreição, então não temos Cristo. Diz Paulo em 1Coríntios 15.12-17: “12Pois bem, se proclamamos que Cristo ressuscitou dos mortos, por que alguns de vocês afirmam não haver ressurreição dos mortos? 13Pois, se não existe ressurreição dos mortos, Cristo não ressuscitou. 14E, se Cristo não ressuscitou, nossa pregação é inútil, e a fé que vocês têm também é inútil. 15Então estamos todos mentindo a respeito de Deus, pois afirmamos que ele ressuscitou a Cristo. Mas, se não existe ressurreição dos mortos, isso não pode ser verdade. 16E, se não existe ressurreição dos mortos, então Cristo também não ressuscitou. 17E, se Cristo não ressuscitou, a fé que vocês têm é inútil, e vocês ainda estão em seus pecados. A ressurreição de Cristo é a nossa fé, é a razão de ser da nossa vida. Diante de tal verdade a nossa atitude deve sempre ser a de celebrar, agradecer, louvar e responder com submissão, fidelidade e fé.

A nossa resposta ao sacrifício de Jesus e à graça de Deus para conosco é a submissão à sua vontade. Ser submisso ao que Deus quer é uma forma de demonstrar o quanto somos gratos a ele por sua graça. Nossa fidelidade à ele nos levará a louvar e obedecer com alegria no coração, sabendo que, mesmo que falhemos em nossa fidelidade, ele é fiel e não nos desampara nunca. Submissão e fidelidade só podem ser dadas como resposta se tivermos fé, Deus mesmo nos concede. Fé para crermos, confessarmos e agirmos. Fé para nos conectarmos com Jesus todos os dias.

Conclusão

Conectados com Jesus. Viva ligado àquele que é o único capaz de te dar a paz necessária, te dar a vida verdadeira. Deus, em seu infinito amor, nos concedeu sua graça: Jesus veio para nos resgatar, de uma vez por todas, para vencer a morte e nos garantir vida. Ao longo de quatro mensagens busquei mostrar que você precisa, de fato, se conectar com Jesus. Quanto mais conectados a ele, mais firmes estaremos para enfrentar as dificuldades da vida, mas alegre viveremos, em paz continuaremos nossa jornada para a vida eterna que só Jesus nos garante.

Jesus é o nosso salvador. Precisamos reafirmar esta verdade diariamente em nossas vidas. Reconhecer nossos pecados e nos arrependermos é uma atitude diária e constante na vida do cristão. Não podemos nos fechar em nossos erros. É preciso orar e clamar pelo perdão de Jesus. Ele se entregou por mim e por você para uma morte dolorosa, mas a morte não o deteve, a morte não foi o fim. Ele ressuscitou. Esta verdade é a mensagem que pregamos, a vida que vivemos.

Ao terminar esta série de mensagens, quero lançar o desafio de você rememorar os temas que abordamos e pensar como, muitas vezes, por estarmos ao lado de Jesus, seremos desprezados, tidos como perigosos, com atitudes misteriosas e incompreensíveis à maioria das pessoas. No entanto, mesmo que as pessoas ao seu redor não compreendam, questionem e até zombem de você, lembre-se que você está conectado ao seu salvador, aquele que suportou muito mais oposição que nós, que venceu as dificuldades e venceu a morte. Conecte-se a Jesus, viva com ele a vida que ele nos oferece. Seja ousado no viver, no falar e no evangelizar. Semeie a Palavra de Deus e leve pessoas a se conectarem com Jesus. Que Deus assim nos abençoe.

Reverendo Giovanni Alecrim
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

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