Poesia

Payssandu

Eu chego e você não está.
É tudo tão vazio sem você.
Acabo tendo que fazer sala para ela: a espera.

De repente a espera vê seu fim.
Surge do meio da multidão a luz do olhos meus.
Você.
Seu andar imponente,
seu olhar me procurando
e eu só lhe contemplando.
Como pode?
Uma mulher com jeito de menina,
invadindo a morada dos meus sentimentos?
Vejo.
Toco.
Beijo.

Conversamos.
Falamos sobre você,
sobre mim, sobre família,
sobre igreja, sobre trabalho,
sobre nós.

Mas o relógio corre.
Tem aula.
Então chega o grande malvado,
de metal, coração de aço:
o ônibus.
Ele sempre a leva.
Se cuida – me diz você com sorriso nos lábios.
Você também – respondo.
Sobe no ônibus e tchau.
Eu também me vou.

Caminho.
Carrego na memória seu sorriso
para alimentar a saudade que tenho de você.
Só para tornar mais lindo o reencontro,
o beijo, o toque e o olhar.
Tô com saudades…me liga.

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