Poesia

Melô do não crente

Deus, não quero morrer crente,
quero morrer gente.
Não quero ir pro céu!

Se eu aparecer diferente,
sorriso nos dentes
já fui pro beleléu.

Deus, olha aqui pro meu lado:
eu já tô cansado,
atrasei o aluguel.

Deus, vê se manda socorro,
que de crente eu corro,
fugindo ao léu.

Deus, to levando a sério
este meu ministério
de fugir da crentada.

Deus, vou fazer teologia,
deitado na pia,
ou lendo na privada.

Deus, sem vinho não vivo.
Serve cerveja,
mas tem que ser bem gelada.

Vê se me da algum crédito.
Pro crente, seminarista não serve.
Cadê a mulherada?

Hoje eu estudo e prego,
amanhã tô no prego,
sem mulher e com crentada!


Atenção: isso pode não parecer, mas é humor!

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