Poesia

Solta a rima

Quero soltar a minha rima,
meu estilo e meu jeito, ninguém ensina.
Direto de São Paulo, zona sudeste, céu azul,
plantado em Heliópolis, entre Zona Leste e Sul.
Sacomã, Moinho Velho, Vila Carioca e Prudente,
não tem só bandido, tem gente decente.

Não, não, não, não é ilusão.
Quem fala aqui é branco; não, não é negão!
Negro de alma, branco na cor,
minha rima eu dedico ao meu Senhor!
Então vê se abre o olho e deixa o preconceito.
Não questiono os seus métodos, nem os seus preceitos.

Conheço o morro, treta, malandragem.
Pó não é farinha, Planta verde não é vagem.
No pé do morro só tem uma solução:
correr pros Orixás, pros Santos, pra Deus, então.
Talvez você não saiba, não queira nem saber,
mas quem mora no morro é gente como você.

Abre o olho, ouvidos e sua mente.
Veja que eu e você não somos diferentes.
Então abra o braço, o sorriso no rosto,
não importa sua cor, não importa seu gosto.
O que eu quero você quer, seja sincero.
Paz e igualdade, eu luto, não espero.

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