Poesia

Solidão

Jazia nele tenra solidão.
Adormecida e camuflada, parada.
Um dia, saiu da cabeça.
Foi morar no coração.

Fazia birra, andava nervoso.
Nessa toada, por um tempo,
desceu pelas veias a solidão,
deu a volta no corpo, parou no coração.

Silvestre, vagava na alma a procurar.
Parou no coração e o consome, animal.
Desde então, perdeu tudo.
Desde então, parou tudo.

Menos o coração.

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