Artigos, Pensamentos

Incentivo

Ei, você. Me diz uma coisa: até que ponto você torce pela felicidade do coleguinha? Ok, não precisa dizer. Responda para si mesmo e a sementinha estará plantada. Ando remoendo a ideia de que precisamos – urgentemente – ser mais colaborativos. Estamos cada vez mais NOZ, cada um fechado em sua própria casca. Enquanto isso o NÓS, o coletivo, fica cada vez mais de lado. Parece que as pessoas veem boas ideias e pensam “não é minha, que se foda”, quando poderiam/deveriam pensar “uau! Ainda quero realizar algo assim”. Pode me chamar de trouxa, mas ainda me assusta esse mundo onde impera a ideia de “quero que ele fique bem, desde que não esteja tão bem quanto eu”. Dica: a noz é mais gostosa quando a gente quebra a casca.

Flávia Queiroz

O convite à vida cristã é um convite à vida de partilha. Desde o chamado de Deus para nós, que em Cristo nos redime, até o envio de Jesus, tudo é partilha. Partilha do amor do Pai, partilha do ensino do Filho, partilha da ação do Espírito Santo. Tal partilha se dá no dia a dia, nas experiências que compartilhamos. Por isso iniciei com o texto da Flávia, pois precisamos sair de nossa casca, de nossa noz, e nos tornarmos mais nós, mais juntos, mais povo.

Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel. E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia. (Hebreus 10.23-24)

A carta de Hebreus nos convida a viver uma fé de incentivo e apoio mútuo. O apoio ocorre em duas instâncias. A primeira no um a um, incentivando a prática do amor firmada na esperança do que cremos. A segunda, no convívio comunitário na Igreja, incentivando uns aos outros a participarmos dos cultos e encontros da Igreja.

O caminho do discipulado é um caminho de apoio mútuo e aprendizado. Mais que responder perguntas num livreto, é partilhar das situações da vida e construir amizades sinceras firmadas em Cristo Jesus. Discipulado não é uma opção à educação cristã, é a essência do fazer discípulos. Não se faz discípulos em uma sala de aula com vinte ou trinta pessoas, discípulo se faz no um a um. Por isso é um mais um. Um discipulador forma um discípulo, que se torna discipulador, mas não deixa de ser discipulado.

Quero concluir citando João Calvino, comentando o texto de Efésios que nos intima a incentivar uns aos outros:

Deixar de dar as boas-vindas à felicidade de um irmão, com genuína alegria, é um sentimento de inveja; e deixar de demonstrar tristeza em seu infortúnio é sinal de desumanidade

Incentivemos uns aos outros na caminhada cristã. Como? Convido você a trilhar o caminho do discipulado. Seja discipulado. Discipule. Viva a essência da vida cristã de fazer discípulos por meio de amizades firmadas em Jesus Cristo.

Reverendo Giovanni Alecrim
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

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