Artigos, Pensamentos

Refrigério

Quando a alma se encontra com barulho, é preciso aquietar-se e abrir a janela para que Deus nos refrigere. Refrigério: baixar a temperatura daquilo que tem nos consumido por dentro, alívio em meio aos problemas que a alma vem lutando contra.

Crédito: freeimages.com

Muitas são as coisas que fazem barulho em nossa alma. Desacordo, desrespeito, desamor, e tantos outros ruídos que poderíamos iniciar com um prefixo de negação. Quando não conseguimos mais distinguir o que precisa ser feito, quando há confusão de ideias e decisões a serem tomadas, a saída é abrir a janela da alma. Duas coisas acontecem quando abrimos a janela da alma para Deus. A primeira é permitir que ele entre e, como diz o poeta cantor, sopre sobre nós seu sopro. Ao fazê-lo, irá revirar toda nossa alma e nos revelará o que precisa ser transformado. A segunda é consequência da primeira. Quando abrimos a janela da alma temos a oportunidade de colocar da janela para fora tudo aquilo que vem causando ruído, barulho, incômodo. Isto se dá pelo sopro de Deus, aliviando nosso sofrimento e nos mostrando o que precisa ser colocado para fora, na presença dele. Isto me faz lembrar o Salmo 23, que fala deste refrigério. O salmista, cansado e sem esperanças, se volta para Deus e reconhece que somente ele é capaz de aliviar seu sofrimento.

Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma. (Salmo 23.2b-3a, Revista e Atualizada)

Reverendo Giovanni Alecrim
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

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