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Retomar o que é nosso

Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. (Atos 2.42, Nova Versão Internacional)

Fomos roubados. Usurpados. Isso mesmo. Durante as duas últimas décadas, quase três, fizemos malabarismos históricos e semânticos para justificar e nos afastarmos deles, pois eles usurparam nosso nome. Tiraram de nós o nosso nome e ficamos calados. Arrumamos outro para nos definir, que já estão querendo nos roubar também. Precisamos trazer de volta o conceito e a definição pura e verdadeira do que é ser evangélico.

Evangélico é quem vive os valores do Evangelho. Você vê os valores do Evangelho em quem tem a vitória com sabor de mel? Você vê os valores do Evangelho em quem abençoa mediante oferta? Você vê os valores do Evangelho em quem diz que o melhor de Deus ainda está por vir? Você vê os valores do Evangelho em quem olha para o povo e vê cifrão? Você vê os valores do Evangelho em quem está na TV e nas rádios vendendo produtos da fé? Você vê os valores do Evangelho em quem faz show? Você vê os valores do Evangelho em quem universaliza, mundializa, internacionaliza, gideoniza tudo? Você vê os valores do Evangelho em quem ocupa os palanques eleitorais e as tribunas do legislativo Brasil a fora?

As igrejas, e principalmente o povo, precisa retomar o termo evangélico de volta e ter a coragem de dizer que estes que aí estão usurpando o termo evangélico que eles estão “Reconstruindo o que Jesus derrubou; Re-costurando o véu que a cruz já rasgou; Ressuscitando a lei pisando na graça; Negociando com Deus” (João Alexandre em É proibido pensar) e, por estarem contra Cristo, são o próprio anticristo e não são a favor do Evangelho e, por isso, não podem ser chamados de evangélicos.

Ser fiel ao Evangelho é cumprir Atos 2.42. É ser fiel ao ensino apostólico, registrado no Novo Testamento, principalmente nos Evangelhos. É manter-se em comunhão com os irmãos de fé. É manter-se fiel na observância dos sacramentos, celebrando a Ceia e o Batismo. É manter-se fiel no exercício diário da oração.

Você pode até pensar que estou emitindo juízo. Estou mesmo, eu olho para o Evangelho e vejo que o que estão fazendo aí não é ser evangélico. Aponto o dedo com todo temor e tremor, pois sei que há muito o que ser feito para se viver o Evangelho, mas uma certeza eu tenho: com Cristo, pela graça e misericórdia dele, eu sigo fiel ao Evangelho e é esta fidelidade que faz ver o quão distantes estes larápios da fé estão. Agora, não contentes em distorcer o sentido de ser evangélico, estão tomando para si o termo Reformado, mas essa é uma conversa para outro texto. São tristes constatações, mas é preciso dizer profeticamente à nossa sociedade que ser evangélico não é ser isso que eles estão fazendo. Deus nos dê coragem, humildade e intrepidez!

Reverendo Giovanni Alecrim
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

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