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Padrão bíblico de vida cristã

11Irmãos, encerro minha carta com estas últimas palavras: Alegrem-se. Cresçam até alcançar a maturidade. Encorajem-se mutuamente. Vivam em harmonia e paz. Então o Deus de amor e paz estará com vocês. 12Saúdem uns aos outros com beijo santo. 13Todo o povo santo lhes envia saudações. 14Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês. (2 Coríntios 13.11-14)

No texto de 2 Coríntios, escrito por volta de 55d.C., o apóstolo Paulo agradece aos irmãos pela mudança de atitude que eles tiveram e os encorajam a permanecerem fieis ao Evangelho. O texto que lemos é o encerramento desta carta e quero tecer breves considerações sobre algumas recomendações que o apóstolo faz.

Alegrem-se

Alegrem-se. A exortação de Paulo à alegria não é novidade. É nesta carta que Paulo fala de seu espinho na carne e a resposta do Senhor é direta “Minha graça é tudo de que você precisa. Meu poder opera melhor na fraqueza” (2Coríntios 12.9). A alegria do cristão não deve ser vinculada a circunstâncias ou problemas que venham a enfrentar por longo período. A alegria é fruto da graça de Deus derramada sobre nós, por isso, alegrem-se!

Cresçam

Cresçam até alcançar a maturidade. Não se chega à maturidade da noite para o dia. Também não é um processo imposto “goela abaixo”. É uma caminhada diária de fidelidade à Palavra de Deus. Oração, comunhão e perseverança são necessárias para se alcançar a maturidade. Tais práticas se alinham com o amor, justiça e misericórdia de Deus que devem ser vistas e praticadas por aqueles que são cristãos.

Encorajem-se

Encorajem-se mutuamente. Sabemos que alcançar a maturidade exige trabalho. Por isso, não caminhamos sozinhos. Somos uma Igreja, o que pressupõe que devamos nos relacionar com sinceridade e desenvolvamos relacionamentos saudáveis. Encorajar é mais que compartilhar um versículo bíblico, é ir até o meu irmão, ouvir suas dificuldades, ler a Bíblia com ele e orar com ele. Encorajar é estar ao lado, sendo apoio constante em toda situação.

Vivam

Vivam em harmonia e paz. Como é difícil buscar a harmonia e a paz. Somos levados a buscar nossas vontades, mas aqueles que são alcançados pela graça de Deus e transformados pelo poder do seu Espírito conseguem reconhecer seus erros e trilhar o caminho da paz. Harmonia e paz não são sensações que devemos buscar, mas sim uma escolha de vida que devemos praticar. Por isso Paulo exorta: vivam em harmonia e paz.

Conclusão

Concluindo. Tudo o que vimos aqui são características de uma Igreja que procura viver a vontade de Deus. Não se alcança este padrão encobrindo erros, problemas, conflitos, pecados e dificuldades. Tais características são subprodutos do compromisso cristão de se encarar e resolver os problemas da comunidade, sem deixar que nada fique sem tratar, o que exige fidelidade do povo. O desafio é trabalhar arduamente para que nossos problemas sejam superados, tendo em mente a paz como objetivo. Para tal, o caminho é aplicar a Palavra de Deus e não apenas ouvi-la. Que Deus nos capacite e nos abençoe.

Reverendo Giovanni Alecrim
Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

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Estenda sua mão ao que erra

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A ressurreição

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Melhorando nossos relacionamentos: Menor para ser maior

1Antes da festa da Páscoa, Jesus sabia que havia chegado sua hora de deixar este mundo e voltar para o Pai. Ele tinha amado seus discípulos durante seu ministério na terra, e os amou até o fim. 2Estava na hora do jantar, e o diabo já havia instigado Judas, filho de Simão Iscariotes, a trair Jesus. 3Jesus sabia que o Pai lhe dera autoridade sobre todas as coisas e que viera de Deus e voltaria para Deus. 4Assim, levantou-se da mesa, tirou a capa e enrolou uma toalha na cintura. 5Depois, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés de seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura. 6Quando Jesus chegou a Simão Pedro, este lhe disse: “O Senhor vai lavar os meus pés?”. 7Jesus respondeu: “Você não entende agora o que estou fazendo, mas algum dia entenderá”. 8“Lavar os meus pés? De jeito nenhum!”, protestou Pedro. Jesus respondeu: “Se eu não os lavar, você não terá comunhão comigo”. 9Simão Pedro exclamou: “Senhor, então lave também minhas mãos e minha cabeça, e não somente os pés!”. 10Jesus respondeu: “A pessoa que tomou banho completo só precisa lavar os pés para ficar totalmente limpa. E vocês estão limpos, mas nem todos”. 11Pois Jesus sabia quem o trairia. Foi a isso que se referiu quando disse: “Nem todos vocês estão limpos”. (João 13.1-11)

O texto de nossa meditação é um marco de virada no relato de João. Aqui, o evangelista começa uma nova seção textual que vai até o capítulo 17. Aqui, Jesus se volta para o seu círculo de amigos, seus discípulos mais íntimos. O mestre sabia qual seria seu fim, e por isso, aqui ele passa a instruir os doze acerca da formação e da missão da Igreja, que se forma pela atuação dos primeiros mensageiros de Jesus. A preparação destes é essencial e o Mestre sabia disso. Temos como marco inicial da Igreja o envio, já com Jesus ressurreto, e aqui, Jesus está semeando, mais uma vez, a semente do Evangelho que haveria de ser proclamado.

Quero destacar algo que me chama atenção neste texto. A riqueza de detalhes que João usa para registrar, no verso 4 e 5, ainda que de maneira tão sucinta. Há uma razão para isto. Na sentença anterior, Jesus afirma que “o Pai lhe dera autoridade sobre todas as coisas e que viera de Deus e voltaria para Deus”. Agora, Jesus passa a lavar os pés dos discípulos. Ao narrar esta transição, João faz questão de pontuar a indumentária e o procedimento de uma pessoa que lava os pés dos outros. É necessário? Talvez até não fosse, mas faz todo o sentido para a mensagem que Jesus quer passar, que João aqui demonstre como o filho de Deus agora se coloca como servo. Ele é o maior, mas se faz menor diante de todos.

É olhando para o lava-pés que vamos procurar entender como nossos relacionamentos podem ser melhorados, entendendo que é preciso ser menor para ser maior. Para tal, precisamos compreender que não somos o umbigo do mundo, devemos entender que devemos nos vestir de servos e que para tal a humildade é uma escolha diária.

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Não dê voz aos falsos deuses